CSA x Guarani; Noite para esquecer

 
(foto:Pei Fon/Tnh1)

CSA sentiu novamente duro golpe na série B. Nesta última terça (05) perdeu em casa e novamente sofreu revés em seus domínios, vendo sua torcida sair frustrada do estádio Rei Pelé.

 O grande problema do CSA se encontra em seu sistema defensivo: Antes sequer de entrar em campo, já era a pior defesa mais vazada entre os 10 primeiros colocados, mesmo jogando com seus titulares. entre os 10 primeiros colocados, só a partir do 10º os gols sofridos equivalem aos 12 sofridos apenas pelo CSA. Precupa e vai fortemente de encontro ao que disse Marcelo Cabo, quando afirmou que não precisava de reforços.

  A característica de ataque e força não permitia que a irregular defesa conseguisse entregar o resultado. Pela segunda vez consecutiva em casa, o ataque não salvou.

 Mota sem confiança alguma não conseguiu entrar bem após lesão de Cajuru e se tornou um dos principais alvos da torcida azulina.

 O JOGO

O CSA começou pressionando, buscando o gol, tentando pressionar o alviverde. Aos 5 minutos, Didira bateu fraquinho para uma defesa tranquila do goleiro Bruno.

O primeiro lance de grande perigo foi do Guarani. Xandão e Cajuru se atordoaram na comunicação, a bola sobrou para Bruno Mendes abrir o marcador, mas Xandão chega travando e recupera o lance, mas custa uma lesão ao goleiro Cajuru, que precisou ser substituído.

Em dois lances o CSA levou perigo. Aos 23 foi Daniel acertou uma bomba de fora da área. Bruno fez a defesa. Mas poucos minutos depois, foi a vez de inaugurar o marcador. Rafinha cobrou a falta, a bola desviou e traiu o goleiro Bruno: CSA 1x0 Guarani.

O Guarani tentou pressionar. Aos 36, Pará cobrou a falta e de cabeça, Ricardinho por pouco não empata para o time de campinas. Aos 50 minutos, Rafael Longuine bateu a falta, Mota bateu roupa e Alemão quase empata.

Logo no começo do segundo tempo, Michel cabeceou após um cruzamento de Niltinho e Bruno fez uma forte defesa.

Em dois minutos, o CSA sofreria o duro golpe, o Guarani virou o jogo. Com 12 minutos, Guilherme recebe um passe e acerta um chute entre o goleiro Mota e a trave, empatando o jogo : CSA 1x1 Guarani. Logo depois, Rafael Longuine chuta de muito longe, difícil dizer se tentou chutar ou cruzar, mas encobriu Mota, que não conseguiu fazer a defesa. CSA 1x2 Guarani.

Tomando a virada, o CSA se desorganizou completamente. Isto deu ao Guarani contra-ataques mais perigosos. Em pelo menos dois lances, o time campineiro poderia ter ampliado. Sem conseguir criar nada dentro do jogo, as melhores oportunidades para o CSA pelo menos tentar o empate, foram em bolas paradas.

Sem eficiência ofensiva e defensiva, o CSA acabou derrotado, sofrendo a segunda derrota seguida em casa.

CSA: Alexandre Cajuru (Mota), Celsinho, Leandro Souza, Xandão e Rafinha; Edinho e Boquita (Pingo); Niltinho, Daniel Costa (Taiberson) e Didra; Michel Douglas

Guarani: Bruno Brígido, Kevin, Everton Alemão, Edson Silva e Pará; Baraka, Ricardinho, Denner (Willian Oliveira) e Rafael Longuine; Guilherme (Kaique) e Bruno Mendes

 Gols: CSA - Rafinha | Guarani - Guilherme e Rafael longuine

E AGORA?

 Bom, é preciso frisar primeiramente que Mota não pode ser considerado o único culpado pela derrota, isso porque o CSA não foi efetivo na frente, e mesmo antes de entrar em campo, a defesa já era a mais vazada entre os 10 primeiros colocados. Preocupa. 

 A situação de Mota é complicada. Sem confiança, o goleiro não é mais unanimidade entre os torcedores e não consegue mais passar a confiança de antes, mas por outro lado, só conseguirá recuperar o ritmo jogando, é possível que jogue o clássico e para isso a defesa precisará ter atenção redobrada. 

 Rafinha, com sua força ofensiva foi fundamental para abrir o placar, mas fez uma partida muito abaixo defensivamente. Edinho não foi capaz de conseguir manter o poder de marcação, assim como Boquita, que ficou preso atrás sem ultrapassar as linhas, foram fundamentais para a derrota.

 Já na parte ofensiva, é preciso frisar que todas as vezes que Marcelo Cabo está perdendo, enche a frente de atacantes que não somam, e sem um meia, a situação só piora. O CSA terminou a partida com quatro atacantes na frente mais Didira: Michel pelo centro, Taiberson e Pingo pelos extremos e Niltinho e Didira por dentro, sem oferecer perigo ao Guarani, sinal que ninguém do banco de reservas é capaz de mudar o jogo.

 O CSA vai para o clássico das multidões com uma pequena pressão psicológica pelos placares em casa, já sua situação na tabela está boa, não perdeu nenhuma posição e permanece na vice-liderança.

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