Clássico de poucas emoções

 
(foto: AIlton Cruz/Gazeta de Alagoas)

CSA entrou no clássico das multidões com a missão de vencer e derrubar ainda mais o rival na tabela, que está na vice lanterna.

O rival vinha pressionado para vencer, mas mais pressionado ainda para não perder, e o clássico se tornou um jogo de poucas emoções, principalmente pelo fato das duas equipes estarem mais preocupadas em não perder o clássico das multidões.

Como normalmente é o clássico, apreensão das duas partes, o placar não saiu do zero e mesmo não sendo tão bom para o CSA, para o crb foi muito pior, o CSA se mantém na vice-liderança com 19 pontos, enquanto o crb amarga a vice-lanterna, com 8.

 Mota voltou a defender a meta e não comprometeu, fazendo duas boas defesas e saiu do jogo melhor do que entrou.

 O JOGO

 O CSA e o crb jogam em estilos de jogo diferentes. Na maioria das vezes em que vence, o CSA tem menos posse de bola e espera o adversário, na velocidade e na intensidade mata a partida. Foi assim contra o Londrina, contra o Vila Nova, Criciúma, entre outros. Já o crb tem como característica uma posse de bola e um maior volume de jogo, porém, que na maioria das vezes é inócuo e ineficiente.

 O 1º tempo começou com muita disputa, sempre com batalhas fortes no meio-campo, as principais finalizações se deram em bolas paradas. Aos 25 Cleiton Xavier se lesiona em campo sozinho, arrancando pela esquerda e tendo que ser substituído.

Essa foi a tônica do primeiro tempo, com o CSA buscando mais a finalização, colocando o goleiro João Carlos para trabalhar nos primeiros momentos de jogo. Daniel bateu da entrada da área exigindo defesas do goleiro regatiano, Rafinha também testou o goleiro batendo falta com perigo.

O time regatiano conseguiu apenas uma finalização já no fim do primeiro tempo quando Diego cruza e Neto cabeceia para Mota defender.

O CRB voltou no segundo tempo com mais verticalidade e bolas longas, buscando mais a posse de bola e agredir o CSA. Aos quatro, Mazola arrancou e chutou rasteiro, Mota só observou.

A resposta do CSA veio logo em seguida. João Carlos saiu jogando errado, Edinho recupera, e encontra Didira que dominou e chutou mandando pra fora.

O CRB seguia sem conseguir finalizar e a principal jogada da equipe era sempre com bolas paradas. Aos 22, Neto Baiano cobra uma bomba rasteira de falta e força Mota a fazer uma boa defesa.

Walter entrou no jogo e no primeiro toque dele na bola quase abre o placar, com uma falta cobrada por Niltinho, mandou no travessão. No lance seguinte, Celsinho tabela com Niltinho e ultrapassa a linha, cruzando para Michel se antecipar a defesa e quase abrir o marcador, assustando, mandou pra fora.

 No último lance Willians Santana teve tudo para sacramentar uma vitória, mas a ineficiência do crb nas finalizações é demais. O atacante cortou Roger e bateu por cima do gol, na marca penal. Fim de jogo no Rei Pelé: CSA 0x0 crb.

CSA: Mota, Celsinho, Roger, Xandão e Rafinha; Edinho e Ferrugem; Niltinho (Hugo Cabral), Daniel Costa (Pingo) e Didira(Walter); Michel Douglas
CRB: João Carlos, Edson Ratinho, Everto Sena, Anderson Conceição e Diego; Claudinei e Lucas Siqueira; Alípio (Mazola), Cleiton Xavier (Leilson) e Diego Rosa(Willians Santana); Neto Baiano

E AGORA? 

 O resultado não era o ideal, claro que se o CSA tivesse vencido estava bem mais confortável, mas é preciso dizer que o empate no clássico não diminui de jeito nenhum a grande campanha do CSA neste campeonato brasileiro. Um clássico é um jogo que não se pode contar pontos antes da hora, mesmo com um adversário na vice-lanterna.

 Agora o CSA se quiser ficar no G4 deverá recuperar os pontos perdidos em casa fora, onde sempre vem conseguindo bons resultados pela forma reativa de jogar. 

 O Clássico foi cinzento, com duas equipes com medo de arriscar demais, para não tomar o gol adversário. Ao contrário do que muitos cronistas disseram, não vimos um crb agressivo, apenas toques de bola sem objetividade, um volume morto e bastante inofensivo, não é a toa que tem o segundo pior ataque da competição. 

 Mesmo com menos posse, o CSA finalizou mais vezes e teve mais ataques perigosos que o rival.

 Moldado para se defender, o crb não se expôs demais, e procurou cautela, enquanto o CSA foi um time mais ligado no jogo na defesa, onde Cabo foi cobrado nos últimos jogos. Um ponto para cada ficou de bom tamanho, já que ambos tiveram uma postura conservadora. 

O próximo confronto do CSA será sábado (16) às 21h00, na Curuzu contra o Paysandu.

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