Defesa frágil e sem poder de fogo; Figueirense vence o CSA com força no meio

(foto:Ailton Cruz / Gazeta de Alagoas)

O CSA sentiu o primeiro duro golpe na série B. Nesta terça (22) perdeu a invencibilidade em casa e vê a possibilidade de ser ultrapassado apenas pelo Vila Nova e cair para 3º colocado, mas não corre riscos de sair do G4 pela boa série de vitórias nas últimas rodadas. 

 O grande problema do CSA se encontra em seu sistema defensivo: Já é a 4ª defesa mais vazada, mesmo jogando com seus titulares. entre os 15 primeiros colocados, só a partir do 13º os gols sofridos equivalem aos 10 sofridos apenas pelo CSA. Precupa e vai de encontro ao que disse Marcelo Cabo, quando afirmou que não precisava de reforços.

 Se o CSA já não tinha uma defesa regular, o ataque era extremamente regular e vinha marcando em todos os jogos, sendo o melhor ataque da competição. Perdeu esse posto para o Fortaleza que agora tem um gol a mais. Essa característica de ataque e força não permitia que a irregular defesa conseguisse entregar o resultado. Dessa vez, o ataque não salvou.

 O JOGO
 CSA iniciou a partida em cima, com força querendo mostrar sua cara no Rei Pelé. O ímpeto ofensivo do CSA deixava o Figueirense jogando um pouco mais para trás, mas o time catarinense trocava passes rápidos e fazia tabelas pelo meio que tinham extrema qualidade.

 Aos 3, Niltinho descobre Walter passando sozinho, mas o camisa 18 por sua condição física até arma o chute, mas não antecipa e demora demais, com o zagueiro se antecipando e tirando a bola do atacante.

A os 4 minutos,Ferrareis  chutou em curva para tirar do goleiro Cajuru, a bola bateu na trave e no rebote, Renan Mota chuta novamente e a bola bate no goleiro azulino antes de morrer no fundo do gol. Figueirense 1x0 CSA.

 Sem verticalidade, sem conseguir ir á linha de fundo, restava ao CSA fazer jogadas de intermediária. E foi assim que nasceu o gol de empate, com Didira arriscando um foguete encobrindo Dênis, adiantado e fazendo CSA 1x1 Figueirense.

 A transição ofensiva do time catarinense era o ponto mais forte, com muita rapidez e aproveitando a sobrecarga no sistema defensivo, o Figueirense invadia a área do CSA com certa facilidade e aos 25 Henan chuta para Cajuru defender. Em seguida Diego Renan cruza e Jorge Henrique completamente sozinho sobe sem marcação e quase marca o gol para o figueira.

 Em seguida,Niltinho faz bela jogada,  Niltinho encontra Walter sozinho, que não conseguiu chegar na bola mais uma vez por sua condição física.

 O segundo tempo veio e com ele poderiam ter vindo as mudanças no time titular, mas Marcelo Cabo manteve o mesmo time. Rafinha em cobrança de falta exige uma defesa difícil de Dênis que manda para escanteio. 

 Mas o golpe fatal vinha em seguida, em transição rápida, nas costas de Rafinha, João Lucas cruza e Jorge Henrique faz o segundo de cabeça, jogando um balde de água fria no torcedor azulino, Figueirense 2x1 CSA.

 E não tardou de nascer o segundo. Novamente João Lucas sobe sem a devida marcação e vira o jogo para Renan que encontra Henan sozinho entre os zagueiros e cara a cara com Cajuru para ampliar o marcador: Figueirense 3x1 CSA

Já na reta final da partida, Ferrareis cruza e a bola bate no braço de Roger, assinalado o pênalti André Luis cobra com categoria e faz a goleada que terminou em Figueirense 4x1 CSA.

CSA: Alexandre Cajuru, Celsinho, Leandro Souza, Roger e Rafinha; Edinho e Ferrugem; Niltinho, Daniel Costa (Taiberson) e Didira; Walter (Michel Douglas)

Figueirense:  Denis Diego Renan, Cleberson, Nogueira e João Lucas; Pereira e Zé Antonio; Jorge Henrique (João Paulo), Renan Mota (Juninho) e Gustavo Ferrareis; Henan (André Luis)

 Gols: CSA - Didira / Figueirense - Renan Mota, Jorge Henrique, Henan e André Luis

 E AGORA?

 Já alertávamos na maioria dos posts que a defesa do CSA era muito frágil, e vinha sendo salva pela força ofensiva. A decisão de modificar a forma do CSA jogar com Walter foi desastrosa, porque o atacante se torna uma peça nula em todo o jogo, seja no ataque, onde não produz, seja na defesa, onde não ajuda a recompor. 

 Walter perdeu dois gols em lances que um atacante em condições físicas normais faria se esticasse a perna ou atacasse a bola, de que forma fosse. Como se não fosse ruim o suficiente ter um atacante que não tem condições de atacar, não conseguia ajudar na recomposição, sobrecarregando os defensores azulinos. 

 Isso porque Daniel Costa tem a característica de ser um jogador que não tem uma marcação intensa, com isso o CSA perdeu dois homens de marcação e um atacante, transformando completamente a forma do time jogar e desorganizando a defesa ainda mais.

 Sem zagueiros no banco, Roger e Leandro foram muito exigidos e não fizeram uma boa partida, mas Rafinha e Celsinho muito menos, assim até mesmo como Cajuru mostrando insegurança. A marcação não encaixou e o Figueirense precisou dar alguns toques na bola para chegar ao gol. 

 Com Michel desgastado, o CSA perde muito, fica nítido que não há um substituto ainda para o artilheiro azulino no ataque em sua ausência. Dinâmica, movimentação e explosão, tudo isso, o CSA perdeu sem seu artilheiro em campo.

 Não é para se desesperar, lógico, afinal também o CSA foi engolido pelo cansaço pós jogo, pela alta sequência de jogos, mas isso apenas reforça que o CSA precisa ter um elenco, não onze jogadores.

 Mas não adianta também tentar diminuir o belíssimo jogo que fez o tridente do meio do Figueirense (Renan Mota, Jorge Henrique e Ferrareis), que contou com a fragilidade da defesa azulina. 

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