Que fase! Primeiro tempo nulo exige ousadia de Cabo


 Um primeiro tempo pra se esquecer. Não a toa o volante Yuri no intervalo declarou insatisfeito nos microfones da CBN: "Não jogamos.", de fato o CSA inexistiu no primeiro tempo, foi envolvido por um Coruripe organizado e se perdeu nos seus próprios tropeços.

 Vaias no intervalo tomaram conta do estádio Rei Pelé e o torcedor ficou muito na bronca, mas aplaudiu seu time na volta e viu o dedo de Marcelo Cabo nas substituições e Michel mais uma vez se torna o cara que resolve quando a pressão aumenta. 

 Com a vitória, o CSA agora enfrentará novamente o ASA na semifinal do Alagoano, com a decisão no Rei Pelé.

 Vamos ao jogo:

 O JOGO

 Quando Reinaldo Figueiredo apitou, o CSA foi pra cima do Coruripe. Por um momento parecia que o jogo iria se encaminhar a normalidade, com o Azulão em cima e o Hulk se defendendo, mas a situação começou a se desenhar ao contrário, aos três minutos o Coruripe chegava na área do CSA.

 Aos nove, o CSA até conseguiu finalizar com Dawhan ajeitando para Daniel mandar uma bomba para Roque Alan fazer uma grande defesa. O Coruripe não se retraiu, adiantou as linhas e forçava o erro do CSA, que não esperava uma marcação tão alta. Quando o alviverde roubava a bola, Deus nos acuda. 

 E os erros da defesa continuavam latentes. Aos trinta, um dos lances bisonhos aconteceu, Bahia recebeu a bola entre Lennon e Lobão e saiu sozinho cara a cara com Cajuru, que saiu e fez uma grande defesa, evitando um gol desenhado do Coruripe. Um dos erros mais absurdos que já aconteceram nos últimos jogos do CSA.

 O primeiro tempo precisava passar rápido, o CSA estava pronto para tomar o primeiro gol, mas conseguiu manter o 0x0 no placar e saiu no lucro. No segundo tempo Marcelo Cabo observou o que estava errado e mexeu com força no time.

 No segundo tempo Marcelo Cabo tira Giva, que fazia uma partida abaixo do esperado, com muitos erros e discreto e em seu lugar coloca Michel, tirou Rodrigo Lobão e e colocou Echeverría. Marcelo recuou Dawhan pra jogar de Zagueiro e colocou Echeverría na linha de meias. Com isso, o CSA começou a abrir espaços entre a zaga do Hulk. 

 No primeiro momento Echeverría aproveitou falha da defesa e bateu de primeira para fora. O golpe certeiro viria apenas aos 15. qiamdo Lennon chegou com velocidade pela direita, tocou para Didira que cruzou na área para Echeverría ajeitar de cabeça e Michel mandar no fundo do gol. CSA 1x0 Coruripe.

Michel (foto: Alisson Frazão)

 O atacante continuou incendiando o jogo. No lance seguinte ganhou do marcador e armou o chute, que teria destino certo, mas acabou sendo travado e ganhou escanteio. As mudanças de Cabo modificaram o time e a velocidade de Michel, que entrou bem no jogo, quebrou a defesa do Coruripe.

 Pouco depois, Michel toma uma solada e sem bola empurra o volante Jair, terminou expulso de maneira na minha opinião exagerada, já que em lance no primeiro tempo Daniel cometeu uma falta muito pior e tomou apenas amarelo. Isso voltou a dificultar a vida do CSA, que novamente se viu mal em campo. 

 Para completar o problema, Dawhan sentiu a posterior da coxa e deixou o campo. Cabo substituiu Daniel por Leandro para reconstruir a zaga, o CSA terminou o jogo com apenas 9 em campo. O Hulk não quis arriscar sua classificação e recuou, para evitar tomar mais gols e se manter classificado.

 Final de jogo no Rei Pelé: CSA 1x0 Coruripe.

 Gol: Michel Douglas

 CSA:  Alexandre Cajuru, John Lennon, Rodrigo Lobão (Echeverria), Xandão e Paulinho; Dawhan e Yuri; Didira, Daniel Costa (Leandro Souza) e Giva (Michel Douglas); Josimar

 Coruripe: Roque Alan, Renato, Moisés, Paulo Oliveira e Jackson; Mateus e Jair Amaral(Roberto); Filipe Amaral, Palhinha e Bahia; Bambam (Ivan)


 E AGORA?

 O CSA fez um primeiro tempo péssimo, e Marcelo Cabo justificou a maratona de jogos da semana, sem modificar muito o time. Acredito que foi um dos fatos realmente que contribuiu para o mau desempenho da equipe em campo, mas não apenas isso. 

 Estar classificado tornou o jogo sonolento para o CSA, mas o Coruripe não queria perder de jeito nenhum, já que uma derrota por três gols poderia custar a classificação. Isso forçou o Coruripe a jogar o seu jogo como o jogo da vida, e para o CSA apenas um jogo para cumprir tabela. 

 Semifinal e final serão um novo campeonato, e agora é esperar como será o comportamento do time em campo, já ressaltando que Marcelo Cabo mais uma vez teve a visão de mexer bem no time, entendendo onde estavam as deficiências e mexendo na estrutura dorsal do time. Ocupou o meio e deu mais liberade para os laterais avançarem, assim como os meias. 

 Michel entrou querendo muito jogo, correndo por cada bola, lutando e mostrando que quer voltar ao time titular, por isso foi coroado com o gol da vitória. Se a sua entrada mudou o CSA para melhor, sua expulsão novamente complicou o CSA. 

 Dawhan saiu lesionado, fez bem uma função na zaga e mostrou que Cabo é um técnico ousado, que não tem medo de mexer no time e pode fazer a diferença, agora, peço a vocês que esqueçam tudo que o CSA passou no alagoano na primeira fase, o campeonato recomeçou agora.


Comentários

  1. Gostaria de uma opinião quanto a algumas questões do time.

    Mesmo posto que a carga de jogos desgastou o time nas últimas rodadas, o que se viu no primeiro tempo foi um setor defensivo (zagueiros e laterais) totalmente depentendes de jogadores da linha de frente (DC,didira, e ate mesmo giva e Josimar, este ultimo com um desgaste físico nítido desde os 15 primeiros minutos de jogo).
    O time ainda concentra o poder de criação somente no DC, fazendo com que qualquer marcação individual anule qualquer possibilidade de lançamentos a frente.
    Não posso nem se quer citar o ataque, até porquê o giva, na minha opinião, não foi jogar ontem, é o Josimar, mesmo sendo o homem de referencia na frente, não conseguiu render pelo seu condicionamento físico ainda deficitário.

    Deixar os laterais jogando como alas, com zagueiros mais regulares, que foi o caso de dahwan, que mesmo improvisado, jogou muito bem na posição, aliado a uma descentralização da criação no meio com DC e echeverria e por fim, um ataque de explosão física para arranques seria o ideal para a continuação do campeonato? Ou ainda há a necessidade de testar alguns outros jogadores no time para o elenco jogar de forma sincronizada, não mais errando em situações consideradas fáceis, como nos últimos dois jogos?

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    1. Bom dia, bom, no último jogo da Copa do Nordeste do CSA (Salgueiro x CSA), o técnico Marcelo Cabo usou um esquema tal como você citou, mas num 3-4-3 com zagueiros e com alas ao invés de laterais. Defensivamente o esquema funcionou perfeitamente, mas com um atacante muito parado (Leandro Kível), o time não conseguiu ser ofensivo, se levarmos em consideração que o esquema usado foi com os reservas, e conseguiu ser defensivamente muito bem, com os titulares pode sim ser o ideal. Acredito que jogar o time pra frente equilibraria as coisas, já que o time se mostrou ofensivamente abaixo do esperado.

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