A noite do último sábado foi algo mágico para o torcedor. Não tão mágico quanto emocionante, a ponto de até mesmo o próprio presidente ter aos prantos uma crise de choro. Reflete o sentimento de qualquer torcedor: A confiança da vitória tranquila tomada por uma infelicidade sem tamanho e a euforia do gol nos acréscimos. Sobrenatural.
O CSA diferente de muitos jogos nesse ano, nesse jogou bem e não merecia de forma alguma perder o jogo, como não perdeu e fez jus ao placar de forma emocionante. A torcida do ASA que estava eufórica com a classificação do time, foi do céu ao inferno em dois minutos.
O JOGO
O Azulão tinha a vantagem do empate no placar agregado, mas não no placar normal, precisava vencer a partida de qualquer forma e para isso começou o jogo em cima do ASA, a pressão até os 15 minutos foi algo incrível num ritmo frenético, com menos de um minuto Boquita chuta de fora da área para Dida fazer a primeira defesa do jogo.
O CSA trabalhava num 4-2-3-1, com Josimar adiantado, Didira, Daniel e Echeverría na linha de meias, Boquita e Yuri na linha de dois e Rafinha, Xandão, Leandro e Lennon na linha de quatro com Cajuru no gol. Quando saía, Yuri se posicionava entre os dois zagueiros, dando liberdade aos laterais para subir, o que fez Lennon e Rafinha estarem mais presentes no campo de ataque.
Dois minutos: Echeverría mais uma vez experimenta e testa o goleiro Dida que faz mais uma defesa difícil. A blitz azulina não parava e se tornava questão de tempo as redes balançarem, mas parecia que a bola se recusava a entrar e contava com Dida e sua atuação monstruosa embaixo das traves.
O ASA percebeu que se ficasse atrás corria sérios riscos de ser vazado logo logo, Joelson pediu que o alvinegro adiantasse suas linhas para pressionar a saída do CSA. Aos 17 conseguiu chegar finalmente à meta azulina, o campo molhado dificultava a vida dos goleiros e Alexandre Cajuru precisou de dois tempos para defender a bomba de Piauí.
O time marujo respondia: Aos 25 Didira dentro da área recebe de Lennon em grande jogada pelo lado direito, dribla o marcador e acaba chutando por cima. Aos 40 o ASA pressionou a saída de bola do CSA e conseguiu roubar, Juliano cruza e quase chega em Rômulo, evitado por Cajuru que interveio.
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| (foto: Gustavo Henrique / RCortez / Ascom CSA) |
Um minuto depois o CSA já estava novamente no campo de ataque, Rafinha cruza e Josimar chuta em cima de Dida que faz um milagre, no rebote Echeverría chuta mascado e Daniel pega a sobra, mas manda para fora do gol de forma bisonha. Pegou muito mal. No último lance do primeiro tempo, Didira fez grande jogada após receber de Lennon na direita, chuta a bola e ela explode no travessão.
Primeiro tempo alucinante termina em 0x0.
O ASA quase marca no comecinho do segundo tempo, lançamento de Caporã, Rômulo escora para Isaias finaliza e Leandro se joga na bola para evitar o que seria o primeiro gol do ASA. Um minuto depois Didira novamente aparece pela esquerda, manda para Josimar que gira batendo e Dida faz uma grande defesa.
Aos 25 houve uma falta para o CSA quase na lateral esquerda de ataque azulino, Daniel foi pra a bola e cobrou a bola no segundo pau, Leandro subiu e testou para o fundo das redes, tocando ainda no zagueiro Caique antes de morrer no fundo do gol. A torcida azulina explodia e o CSA ia se classificando.
ASA agora tinha o papel invertido, precisava sair para o jogo e sabia que não poderia dar espaços para o CSA matar o jogo fazendo o segundo. Aos 31 Josimar faz uma das mais lindas jogadas, passa por dois jogadores do ASA, deixa o goleiro Dida no chão e dribla para finalizar, mas Cal consegue evitar o gol se jogando na bola. Se fizesse seria uma pintura.
Aos 38 minutos quase quase o ASA empata, Jean cruza na entrada da área e Rômulo sob as traves faz o mais difícil: Bate por cima do travessão. Mas para o CSA o pior vinha dez minutos depois: Um chutão termina virando um lançamento e Jean Carlos divide com Cajuru, que falha na cobertura e vê até Cajuru fazer a defesa, mas não evita na volta Jean mesmo empurrar de cabeça: 1x1.
A torcida do CSA começa a ir embora, quando aos 50, Yuri chuta de longe e Dida defende mais uma bomba e manda pra escanteio, a essa altura o ASA estava se sentindo praticamente classificado. Mas no escanteio, Rafinha bateu para o meio da área, Josimar dividiu com o zagueiro e deixou para Boquita bater uma bomba e empurrar para o fundo das redes explodindo o Rei Pelé em euforia: CSA 2x1 ASA.
O CSA estava na final.
Gols: Leandro Souza (27') / Jean Carlos (48') e Boquita (51')
CSA: Alexandre Cajuru, Jonh Lennon, Leandro Souza, Xandão e Rafinha; Yuri e Boquita; Didira (Celsinho), Daniel Costa (Dawhan) e Echeverria (Taiberson); Josimar
ASA: Dida, Chiquinho, Caique, Lucas Bahia e Lucas Piauí; Cal, Luiz Gustavo (Wesley), Juliano (Isaías) e André Beleza; Romulo e Caaporã (Jean Carlos)
E AGORA?
A vitória contra o ASA foi uma vitória muito consistente apesar de todas as emoções vividas pelo torcedor azulino, irei explicar: Embora o ASA tenha feito um gol, não nasceu de uma falha do time em si, mas de um erro individual do zagueiro Xandão, em todo o jogo o CSA não corria verdadeiros riscos até o momento do gol.
Se também não corria tantos riscos, o CSA criava muito, pecava na finalização é verdade, mas parou muito mais nas intervenções do goleiro Dida, que fez uma partida monstruosa. Em pelo menos oito oportunidades o goleiro evitou inúmeras finalizações que poderiam ter terminado em gol.
Jogando com dois zagueiros abertos e um volante centralizado (vez Boquita e vez Yuri), os laterais tinham liberdade para dar apoio, seja Lennon pela direita ou Rafinha pela esquerda, todos participavam do momento ofensivo do time e conseguiam fazer as intervenções necessárias para evitar que o ASA chegasse com força ao campo de ataque.
Não apenas uma vitória, mas uma vitória forte, com jogadores com vontade e com emoção para fazer o CSA ressurgir com força na batalha pelo título, e enfrenta o seu maior rival, que mesmo vencendo vem jogando muito mal, como jogou contra o Coruripe. Mas a final promete, e diferente dos dois últimos anos, quando não consegue fazer bons primeiros jogos com mando do Crb, o CSA terá o primeiro mando para fazer seu jogo e ir para a volta com vantagem. Isso pode ser uma grande diferença.
Vencer, acreditar até o último minuto, vontade, garra, determinação: Isso é CSA! Agora é final.

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