90/10: Rafael aposta tudo no campeonato Alagoano


 Dificilmente vemos pela Copa do Nordeste times jogando com reservas. O caso do CSA foi diferente, a prioridade já deixou há muito de ser a competição regional para que todas as atenções fossem focadas no campeonato estadual. O jejum de títulos alagoanos torna as atenções para o estadual mais fortes ainda. 

- 90% para o alagoano, 10% para a Copa do Nordeste

 Com essas palavras Rafael selou qualquer tipo de probabilidade de focar as atenções na Copa do Nordeste e enterrou as esperanças do torcedor de passar de fase. 

 Bom, há um provérbio que diz que "Quem muito quer nada tem", mas em parte é possível entender que não houve planejamento para três competições, mas para apenas uma, e se for isso mesmo, Rafael jogou para si uma responsabilidade monstruosa. Quero dizer que se o CSA não for campeão alagoano, Rafael enfrentará uma das mais complicadas oposições à sua administração. 

 Estão apenas à espera do desastre, e Rafael terá que tirar coelhos da cartola para restaurar o equilíbrio do clube. 

 A maior prova da desistência da competição foi a inexistência de qualquer diretor do clube marujo no estádio Cornélio de Barros. Vamos ao jogo:

 O JOGO

 O CSA foi a campo com um time quase 90% reserva, apenas com Michel (por não poder participar do jogo de ida contra o ASA) como titular. Não apenas com um elenco alternativo, mas uma formação também alternativa: O Azulão foi a campo num 3-4-3 com três zagueiros, quatro meio campos e três atacantes.

 E começou tomando a iniciativa. O CSA tentou apostar nas bolas aéreas buscando Kível na área, mas quase sempre na hora de dominar, Kível acabava fazendo falta no defensor. Aos 11 Lobão chutava uma bola que batia no braço levantado do zagueiro Carcará, pênalti claro não marcado para o Azulão do Mutange.

 O Salgueiro então percebeu o Azulão melhor e resolveu acordar no jogo. Sua estratégia era apertar a saída de bola do CSA, que dava claros sinais de deficiência. Willian chutou de fora da área na trave e Tamandaré chutou colocado tirando tinta da trave de Alexandre Cajuru, que na sequência fez uma bela defesa para frente com a zaga tendo que afastar em seguida.



 O Segundo tempo foi sonolento, com pouco jogo, muita vontade, mas muito menos ainda criatividade. O CSA precisou substituir Kível lesionado, Rony também acabou lesionado, e o 3-4-3 teve que voltar a ser o 4-3-3 com variação no 4-1-4-1 sem a bola. Michel deixa de jogar na linha de meia e volta para jogar na linha de frente, tendo uma oportunidade e quase marcando por cobertura. Não adianta, Michel é agora um autêntico camisa 9, um atacante central.

 A tônica do jogo continuou essa, com as poucas oportunidades desperdiçadas, um jogo de pouca técnica e muito pouca oportunidade, abraçados ficaram Salgueiro e CSA longe da classificação.

 CSA: Cajuru, Rony, Leandro, R.Lobão (Paulinho) ; Celsinho, Boquita  (Lennon), Echeverría e Caíque; Yago, Michel e Leandro Kível (Daniel Costa).

 Salgueiro: Mondragon, Marlon, Tamandaré, Juninho, Luiz Eduardo, Pêu,  Jaildo, Dada, Fabiano, Willian, João Paulo

 E AGORA?

 Com o empate, a classificação dos dois é remota, mas como disse lá acima, não é interesse de Rafael apostar mais na Copa do Nordeste, voltando apenas as suas atenções ao campeonato alagoano. Com isso, Rafael pode ir com força total para o campeonato alagoano e ir com todas as forças em busca do título. Porém, joga pra si a responsabilidade dos fracassos das copas e torna o alagoano não mais uma obrigação, mas uma obsessão.

 Agora deverá a diretoria trabalhar para ir em busca do título estadual, já que abriu mão das copas por ele, sabendo que se perder, o primeiro quadrimestre do ano foi inteiro jogado no lixo. Na opinião deste autor, dizer abertamente que há uma prioridade pelo estadual é um erro (mesmo que se deva dedicar a aquilo que se pode ganhar, expor isso é que é errado), já que agora de qualquer jeito, agora tem contra com a impaciência e irritação da torcida.

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