A noite desta quinta-feira selou o fim da Copa do Brasil para o CSA. Isso porque o Azulão do Mutange encontrou no caminho o tricolor paulista de São Paulo, com quem conseguiu jogar de igual pra igual no primeiro tempo, mas não foi o suficiente para vazar a defesa do time paulista. Todos os esforços foram concentrados num primeiro tempo de intensidade alta.
A queda de Flávio não pode ser resumida por esse jogo. Resultado normal, placar não foi elástico (como foi em 2017 contra o Sport), absolutamente normal e com atuação muito boa no primeiro tempo. O que derrubou Flávio Araújo foi o conjunto da obra: 2 vitórias, 4 empates e 2 derrotas. Aproveitamento muito baixo para um time que almeja qualquer coisa.
O JOGO
O CSA começou o jogo em cima do São Paulo, jogando no seu erro e controlando as ações do jogo. Pouco criativo, o São Paulo não conseguia achar espaços na defesa do CSA. Controlando as ações e não dando espaços, o CSA freiou todas as investidas do São Paulo e foi pra cima, quase abrindo o placar em pelo menos três oportunidades. Com Rafinha aos 5, com Talisson em seguida e com Didira aos oito. Aos 16 Dawhan quase marca de cabeça.
Em ritmo extremamente lento e pouco criativo, o Tricolor foi facilmente controlado pelo CSA e passou todo o primeiro tempo sem criar chances. A equipe alagoana, contagiada pelo ótimo público no estádio Rei Pelé, jogou em cima dos erros dos paulistas e levou mais perigo. Dawhan, aos 16, quase abriu o placar de cabeça.
Com o espaço dado pelo SP no lado esquerdo de sua defesa, Dorival corrigiu trocando Marcos Guilherme da direita para a esquerda, ajudando na marcação e fechando os espaços, mas viu o garoto muito ineficiente no ataque por aquele lado. Quando voltou para a direita, deu o passe para o primeiro gol do São Paulo.
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| foto: Rubens Chiri/ São Paulo FC |
Esse gol saiu logo no início do segundo tempo, o CSA iniciava um contra-ataque forte, mas numa tabela de Didira e Daniel, Daniel erra um passe que não poderia ter sido mais fatal: Nos pés do jogador do São Paulo, que carrega, inverte a bola para a direita, Rafinha não acompanha, Marcos bate cruzado e Nenê estufa as redes fazendo 1x0 para o tricolor.
O CSA a partir daí não se perdeu apenas no quesito organização, mas também no quesito físico. O time já não conseguia mais subir, e pra completar, o técnico Flávio Araújo mexeu apenas no ataque, onde o time realmente precisava, mas as três substituições apenas na linha de frente, sem nenhuma modificação do meio pra trás foi completamente ineficaz. Daniel Costa após o início do segundo tempo foi completamente apagado.
Pouco depois, o CSA proporcionou um lance bizarro. Reinaldo cobrou um lateral e Diego Souza aparece sozinho dentro da área, Mota derruba o meia de forma atabalhoada. Pênalti. Com muita eficiência, Cueva bateu deslocando Mota e fez o segundo gol do tricolor.
Com 2 a 0 no marcador contra, o CSA se desarrumou. O time azulino chegou a insistir, mas não conseguia chegar mais. O São Paulo passou a administrar e selou sua classificação.
CSA: Mota, Talisson, Leandro Souza, Xandão e Rafinha; Dawhan e Yuri; Didira (Yago), Daniel Costa e Giva(Bruno Veiga) Leandro Kível (Michel Douglas)
São Paulo: Sidão, Éder Militão, Rodrigo Caio, Bruno Alves e Reinaldo; Jucilei e Hudson (Caique); Marcos Guilherme, Cueva (Shaylon) e Nenê (Valdivia); Diego Souza.
Nota do Blog a partida: 7,0 - Pelo bom primeiro tempo, precisamos lembrar que o adversário com todas as dificuldades é o São Paulo, maior campeão mundial do Brasil.
E AGORA?
Ficou muito claro que Flávio não poderia continuar no comando técnico do CSA, seja pela falta de pulso como treinador ou mesmo com a falta de uma organização tática do time em campo, inexistente no ano de 2018. Gratidão infelizmente não é o suficiente para se manter um cargo ou um contrato, vários jogadores do CSA são a prova viva disso.
O primeiro tempo do CSA mostrou que o time ainda não é terra arrasada e pode ser recuperado, porém continuo batendo na tecla de que ainda há muito erro a ser corrigido, começou pelo técnico, mas não pode parar nele. Preparador físico é um exemplo, jogadores que não estiverem comprometidos com o time, também.
Ontem vimos um Yuri inspirado, um dos jogadores reservas que se doou o jogo inteiro, e na eliminação saiu chorando. Correspondeu as expectativas, e nunca havia jogado sequer UM jogo titular. É preciso modificar tudo, de pensamento até contratações, mas é certo que Rafael já iniciou esse processo.
Em 2017 o maior erro foi ter mantido o técnico com atuações pífias até o final do alagoano e perder o título, em 2018 pelo menos este erro não está sendo cometido, menos mau.
Em 2017 o maior erro foi ter mantido o técnico com atuações pífias até o final do alagoano e perder o título, em 2018 pelo menos este erro não está sendo cometido, menos mau.

Uma observação a ser feita é a diretoria de futebol que está contratando em quantidade e não qualidade! E isso significa um ENORME desperdício de dinheiro! O time tem que ser mais enxuto! Pois 7 centro avantes desmotiva! Tem que ter 2 no máximo 3
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