Todo azulino consciente imaginou que para o CSA seria uma partida difícil. Vencer o CEO em seus domínios não é tarefa fácil, principalmente para um time que precisa muito de terreno e campos bons para mostrar melhor passe e conseguir fazer a bola rolar. Sem isso, Marcelo Cabo teve de fazer algumas coisas para melhorar o time de forma a jogar ali com melhor desempenho.
A estratégia de Cabo era manter o time com pressão na frente, tendo Dawhan mais liberdade para apoiar e aparecendo mais na frente, foi assim durante grande parte do primeiro tempo.
O JOGO
O Primeiro tempo foi de controle do Azulão do Mutange, que conseguiu até mais da metade da primeira etapa ocupar bem o campo de defesa do CEO. O lado esquerdo com Paulinho e Dawhan aparecendo entre os defensores foram o ponto forte do CSA nesse ponto. Um dos grandes problemas, inclusive citados pelo técnico Marcelo Cabo, foi a grande quantidade de chances desperdiçadas, no primeiro tempo Giva e Didira perderam duas chances claras sob os postes.
Paulinho mostrou mais presença no ataque e chutou uma bola cruzada e o goleiro Eliomar fez grande defesa, o CEO respondia com Kiko, que fez Mota trabalhar também, mas o CSA seguiu melhor nessa etapa, conseguindo chegar ao ataque com mais frequência.
Dawhan era o volante que chegava na frente com frequência, enquanto Yuri ficava mais preso na marcação e não subiu. Dawhan flutuava pelo lado esquerdo, não tanto pelo direito, como era com Flávio Araújo.
O gol do CSA veio de forma despretensiosa, Daniel chutou uma bola que encobriria o goleiro Eliomar, que pegou a bola, mas passou da linha do gol, a bandeirinha Maria de Fátima deu o gol, mas o árbitro após anular, voltou atrás e deu o gol para o Azulão. CSA fazia 1x0 nos domínios do CEO.
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| Eduardo Vieira/RCortez - ASCOM CSA |
Quando o CSA desacelerou o jogo, o CEO começou a empurrar o Azulão para o seu campo de defesa, mandou duas bolas na trave e o goleiro Mota precisou fazer grandes defesas. Mas aos 29, um balde de água fria no CEO, Didira recebeu passe sensacional de Celsinho, se livrou do seu marcador e chutou uma bomba colocada, fazendo o placar do final do jogo: CSA 2x0 CEO.
Algo muito positivo: O CSA não perdeu sua condição física no segundo tempo esse jogo, não foi um time irregular no segundo tempo, embora no segundo tempo tenha deixado a bola mais com o CEO, não decaiu drasticamente na segunda etapa como na maioria dos jogos.
CEO: Eliomar, Baiano, Wesley, Jesse e Chiquinho; Jacobina(Samilo), Jota(Helder), Willians (Aurélio) e Waldenrique; Nona e Felipe
CSA: Mota, Celsinho, Roger, Xandão (Rodrigo Lobão) e Paulinho; Dawhan e Yuri; Didira (Boquita), Daniel Costa e Giva; Leandro Kível (Michel Douglas)
E AGORA?
O CSA agora terá o clássico para se preocupar. Embora já esteja classificado, é um clássico e precisa vencer para retomar tanto o apoio do torcedor quanto sua própria confiança que pode vencer o título estadual.
A vitória contra o CEO superou um gramado pequeno e ruim, mostrou que Marcelo Cabo sabe armar seu time e já começam a aparecer sua mão no time, inclusive promovendo entradas de jogadores que vinham desacreditados: Celsinho, que fez uma boa partida e fez toda a jogada do segundo gol, Boquita, que embora ainda aparenta estar um pouco pesado, não entrou mal e Michel, que entrou no lugar do sumido Leandro Kível, que não apareceu durante todo o jogo, mais uma vez.
Michel entrou bem, mas ainda lhe falta ritmo de jogo. Além dele, Lobão ficou na vaga de Xandão, que saiu lesionado e é uma baixa forte para o clássico. O Azulão agora precisa muito do apoio do seu torcedor, que precisa não apenas comparecer, mas dar apoio ao seu time, esqueçam o que passou, o clássico não é parte do fraquíssimo campeonato alagoano, ele é um campeonato entre CSA e CRB.

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