Não é novidade, torcer pro CSA é isso, é viver na emoção de se classificar nos últimos momentos, é ver o time estar perdendo até 45 minutos e no minuto 47 fazer o gol que sacramenta vitórias e classificações, hoje não foi diferente.
Bati nessa tecla no jogo do ASA e muitos discordaram que a fragilidade do ASA existia, mas já dizia: O CSA não venceu o jogo por organização tática, mas por uma superioridade na qualidade técnica individual dos jogadores. Contra o Manaus, por pouco o CSA não viu sua classificação para jogar contra o SPFC ir pelos ares.
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| Classificação na base da raça (foto: Marcos Dantas) |
Uma noite em que quase tudo tinha pra dar errado, um jogo que poderia ter sido fácil, se complicou inteiro do meio pro final e quase que o CSA entrega sua vaga para a próxima fase ao Manaus. Falta de organização tática e paciência pra montar uma estratégia de jogo, mas com dedicação de muitos jogadores, embora tivessem vontade de vencer, esbarravam nessa inexistência de uma organização.
Dois momentos o CSA viu o placar negativo e precisou correr atrás do prejuízo, e nos dois momentos conseguiu igualar o marcador da forma mais emocionante possível, para terminar de fulminar as emoções de seus torcedores, o juiz marca um pênalti absurdamente inexistente e o CSA aos 55 minutos do 2º tempo rezava para que a bola não entrasse: Mota, mais uma vez defende o pênalti e salva o CSA, classificando o azulão para a próxima fase da Copa do Brasil.
O JOGO
Em quase todo o primeiro tempo o jogo foi mais equilibrado, com o CSA tendo mais a bola, trocando melhor passe e tendo as chances mais claras. Daniel deu passe para Dawhan, que bateu e o goleiro fez a defesa aos 25 minutos, dando rebote pego por Giva que acertou o travessão. Mas quem abriu o marcador foi a equipe da casa, em cobrança de escanteio. Na cobrança a zaga do CSA se atrapalhou, Leandro acabou tirando de Xandão, a bola sobrou para Hamilton na esquerda, que chutou cruzado sem chances para Mota.
A partir daí o CSA começou a adiantar suas linhas. A derrota não interessava. Com muita pressão, o CSA iniciou pelo lado direito sua jogada de gol, Giva recebe, toca para Didira, que devolve para Giva estufar as redes do Manaus, mesmo com marcação consegue finalizar no único lugar possível, e iguala o placar. Já dizia: Dentro da área, Giva é o jogador que sabe ser dentro de suas limitações, escalado como meia ou ponta dificilmente vai render o esperado.
Mas no segundo tempo o bicho pegou, aos quatro do segundo tempo Giva perdeu uma chance incrível para o CSA, e no mesmo lance o goleiro do Manaus e seu próprio zagueiro se chocaram, provocando um desmaio e tendo que ser levado para o hospital, parando o jogo por mais de vinte minutos.
No retorno, num chute absolutamente feliz, Gavião chutou pra frente sem sequer olhar, Mota não acreditou no lance e viu a bola morrer no fundo das redes, uma pintura na arena da Amazônia que dificilmente fará novamente, terminou na comemoração tirando a camisa e acabou expulso, transformando o jogo que estava em 2x1 num tudo ou nada para o CSA.
Bruno Veiga teve a oportunidade clara de marcar e terminou acertando a trave, mas o CSA era todo ataque, desespero, já não tinha mais sequer pensamentos e se lançou completamente pra frente. A redenção pelo lance do primeiro gol veio, em cobrança de escanteio, Leandro veio cabeceando de trás e marcou o gol do empate, pondo fim ao sofrimento do CSA por alguns minutos.
Isso porque aos 55 o árbitro Vanderlei Soares viu toque de mão de Leandro na área azulina e apitou pênalti. Pesadelo para a torcida do CSA, mas para felicidade de todos, Mota se esticou para sua direita, onde Nena bateu o pênalti, deu o rebote e tirou com os pés, vibração intensa do goleiro que jogou a camisa para a torcida do Manaus, que o xingava o jogo inteiro. Final de jogo na Arena da amazônia: Manaus 2x2 CSA.
CSA: Mota, Rafinha, Xandão, Leandro, Talisson (Celsinho) ; Dawhan, Didira, Marcos Antônio, Daniel Costa (Bruno Veiga) ; Giva e Leandro Kível (Michel)
Manaus: Jonathan; Paulão, Deurick, Thiago Granja, Zadda; Juninho, Panda; Cleitinho, Hamilton; Nena e Rossini.
Nota do blog a partida: 6,5 - Uma partida com muita emoção, mas com qualidade técnica muito abaixo do esperado, como vem sendo os jogos do CSA.
E AGORA?
Está muito notório que o CSA tem muitas dificuldades para encontrar um padrão de jogo. Embora tenha tido mais ações nos primeiros minutos, o CSA continua apresentando as panes defensivas, especialmente geradas por Leandro, mas mais do que isso: Pouco transforma suas chances em gol, pouco consegue ser efetivo na hora de dominar e deixa de ser objetivo, isso é muito perigoso, pois vejam o quão caro isso custou: Uma classificação sofrida e quase a perda da vaga para um dos maiores jogos do ano.
Flávio Araújo pouco contribui para isso, não mexe bem no time e pouco consegue dar um padrão, se houve um esforço coletivo, foi da vontade dos jogadores em vencer. Mas de forma estabanada, ataques sem boas triangulações e falta de finalizações, Leandro Kível foi uma peça nula durante todo o jogo, assim como Michel quando entrou. Daí vemos que o problema não é das peças em si.
Ao mesmo tempo, o Manaus não facilitou o jogo e falhou na hora em que mais precisou atacar ter recuado demais e ceder ao CSA o espaço que queria para empatar o jogo, terminando jogando todo o esforço feito para estar a frente do marcador no lixo. Muito embora eu ache que o segundo gol do Manaus foi uma mistura de milagre com um pouco de negligência do Mota.
O CSA agora tem um jogo antes do São Paulo contra o CSE em Palmeira dos índios, um jogo que precisa ser utilizado para principalmente fazer testes. Independente do placar, é hora de colocar os reforços para mostrar quem pode realmente ser um reforço, e quem não agrega valor suficiente para fazer parte do elenco de 2018 do CSA.

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