O CSA tira um peso das costas, não apenas por vencer o alvinegro arapiraquense, mas também por ver o rival tropeçar no pequeno Dimensão Saúde. Com mudanças nos extremos, o CSA iniciou o jogo sem Michel, Boquita e Lobão relacionados, teoricamente os que estavam em condições físicas mais abaixo que os demais, assim como Celsinho, que não iniciou o jogo.
Em seus lugares ficaram L.Kível, Xandão, Giva e Celsinho, com o time modificado: Didira agora deixava de ser ponta, volta para o meio de campo, assim como Marcos Antônio, um pouco mais recuado, já Giva e Kível mais adiantados, Xandão faz parceria com Leandro na quarta zaga e o time começa basicamente na mesma formação que terminou o ano passado: 4-4-2.
4 (Rafinha, Xandão, Leandro e Talisson) 4 (Marcos Antônio, Dawhan, Daniel Costa e Didira) 2 (Kível e Giva), se defendendo em 4-2-3-1 e alternando entre o 4-1-4-1 com posse de bola, assim como terminou o ano de 2017. Didira deixa de ser ponta e volta a ser meio-campista. O time fluiu melhor, deixou de ser engessado e tinha uma melhor transição de bola no ataque.
Agora aqui um parêntese: O CSA melhorou, é fato, mas ainda está muito longe de jogar todo o seu potencial, espero que com o tempo e com a inserção dos reforços o azulão inicie uma crescente, como foi em 2017 tanto no primeiro quanto no segundo semestre (2x1 nas semifinais do AL e 3x0 no início do brasileiro).
O JOGO
As mudanças deixaram o Azulão mais leve, e o CSA dominou todo o primeiro tempo, não tomou conhecimento do ASA e alugou o campo de ataque. O ASA não veio à Maceió com uma proposta de igualar as ações. se fechou e veio ao Rei Pelé com uma trinca de três volantes para tentar segurar o ímpeto do CSA. Porém viu aos 11 minutos do primeiro tempo sua estratégia ir toda por água abaixo.
Falta na meia esquerda do CSA próximo à entrada da área, um perigo para quem tem Daniel Costa na cobrança. Bateu sem ângulo, a bola passou por todo mundo enquanto o goleiro Dida esperava alguém cabecear, viu a bola passar pela área e morrer no fundo do gol. CSA abria o placar em 1x0 no Estádio Rei Pelé.
De longe o ASA estava irreconhecível, seu camisa 10 Diego Furtado era uma peça que andava em campo e não conseguia dar sequência a uma jogada, queimando a paciência do técnico Luiz Paulo, que aos 31 substituiu o meia.
Mas não adiantou, o CSA continuava dominando as ações e tendo chances, porém esbarrava em dois problemas: 1º - Giva pela esquerda não tinha grande velocidade para dar sequência à jogadas, atua melhor como centroavante do que como atacante de lado. 2º - Imprecisão das finalizações e posicionamento na hora das bolas paradas, Kível levou algum perigo à meta de Dida, mas não deu muito trabalho.
Em todo o primeiro tempo, o ASA teve apenas uma oportunidade em cobrança de falta que parou na barreira, enquanto o CSA abusou de ocupar seu campo de defesa. Talisson em intensidade em todo o primeiro tempo foi perfeito, muito veloz na hora do ataque, pode vir a ser muito útil um jogador com essas características.
No segundo tempo, o ASA partiu pra cima e começou a igualar o jogo ofensivo, com Felipe batendo cruzado e quase empatando para o alvinegro. Didira logo em seguida acerta a trave, Daniel chutou em cima do goleiro e quase amplia. Aos 15 minutos, Caporã sobe alto e com Mota batido manda pra fora, a melhor chance do alvinegro no jogo até então.
No lance seguinte, Maxuell (tão pedido pela torcida) perde uma ótima chance: Daniel enfia uma bola perfeita e o goleiro Dida sai, mas O Samurai chuta rasteiro em cima do goleiro, perde uma oportunidade incrível para o CSA. Mas Didira, o melhor do jogo fechou o caixão do seu ex-clube no Rei Pelé: Recebeu lindo lançamento de Xandão e na mesma situação que Samurai, deu o toque por cima e encobriu o goleiro do ASA. CSA 2x0 ASA.
Mas o Azulão ainda demonstra alguns problemas na defesa, já no finalzinho, Rômulo recebeu da esquerda, demonstrou frieza na área e girou batendo, Mota cai mas não defende: 2 a 1. Samurai ainda perdeu mais um gol sozinho, quando Didira levanta com perfeição e de cabeça manda por cima. Final de jogo no Rei Pelé.
CSA: Mota, Talisson, Leandro Souza, Xandão e Rafinha; Dawhan; Marcos Antonio (Joilson), Didira, Daniel Costa; Giva (Bruno Veiga) e Leandro Kível (Maxuell Samurai)
ASA: Dida, Chiquinho, Marcos Arthur, Lucas Bahia e Lucas Piauí; Cal; Cleison Pink (Caaporã), Isaias (Juliano), Coutinho e Diego Furtado (Felipe); Rômulo
Nota do Blog a partida: 7,5 - Melhorou, o time ficou mais leve, mas abusou além de perder gols, de oferecer contra ataques ao ASA, que mesmo muito limitado, nos últimos minutos ofereceu perigo e igualou as ações.
E AGORA?
Vamos lá: É importante dizer que foi uma vitória importante e pra dar um ânimo não apenas a torcida, mas também ao time para que recupere confiança para iniciar uma reação. Mas repito: O time do ASA não tem nada de diferente dos demais times alagoanos, é um time limitado, cheio de limitações técnicas e entrou em campo com medo do CSA.
Apesar disso, as modificações fizeram o time do CSA mais leve, com um Daniel Costa participativo, um Didira MUITO melhor como meia do que como ponta que vinha sendo, com Marcos Antônio um pouco mais recuado, Dawhan voltando à aquela função que cumpre bem e Leandro Kível, um centroavante que chuta muito.
A estreia de Xandão também foi feliz, uma assistência perfeita num lançamento preciso, já mostrou a que veio e que pode ser uma grande arma do CSA em 2018. Bela saída de bola, preciso em interceptações e forte na ameaça aérea.
As laterais tiveram intensidade no primeiro tempo e decaíram no segundo, Rafinha ainda longe de seu 100% perdia a bola no campo de ataque e tinha dificuldades para voltar. Talisson ofensivamente é mais participativo do que Celsinho, mas defensivamente apresentou alguns deslizes, tanto que o gol do ASA nasce de um erro na direita, onde Maxuell Samurai perde a bola no ataque e o ASA chega pelo seu lado esquerdo de ataque (direito de defesa do CSA).
Falando em Maxuell, não posso me esquivar da polêmica: Maxuell entrou com 10 minutos de jogo, anseio da torcida de ver o atacante que arrebenta nos amistosos em campo. Resultado: Duas chances claras de gol jogadas fora e perdeu a bola que resultou no gol do ASA. Não é compreensível o desejo da torcida de ver em campo um atacante que pouco correspondeu, desde 2017.
Ao mesmo tempo, não é compreensível que se peça a saída de um atacante que tem um gol e uma assistência nesse início de temporada e que fez os gols tanto do acesso quanto do título, em forma Michel é muito mais atacante, seja nas arrancadas, nos passes e na bola aérea principalmente, onde o CSA cansou de perder gols contra o ASA.
O próximo compromisso do CSA será contra o Manaus - AM, e esse confronto está longe de ser fácil. Embalado pela vitória contra o Remo pela Copa Verde e com velhos conhecidos no elenco, o time Amazonense promete ser um adversário duro que não vai facilitar o caminho do CSA para avançar na Copa do Brasil.
Agora aqui um parêntese: O CSA melhorou, é fato, mas ainda está muito longe de jogar todo o seu potencial, espero que com o tempo e com a inserção dos reforços o azulão inicie uma crescente, como foi em 2017 tanto no primeiro quanto no segundo semestre (2x1 nas semifinais do AL e 3x0 no início do brasileiro).
O JOGO
As mudanças deixaram o Azulão mais leve, e o CSA dominou todo o primeiro tempo, não tomou conhecimento do ASA e alugou o campo de ataque. O ASA não veio à Maceió com uma proposta de igualar as ações. se fechou e veio ao Rei Pelé com uma trinca de três volantes para tentar segurar o ímpeto do CSA. Porém viu aos 11 minutos do primeiro tempo sua estratégia ir toda por água abaixo.
Falta na meia esquerda do CSA próximo à entrada da área, um perigo para quem tem Daniel Costa na cobrança. Bateu sem ângulo, a bola passou por todo mundo enquanto o goleiro Dida esperava alguém cabecear, viu a bola passar pela área e morrer no fundo do gol. CSA abria o placar em 1x0 no Estádio Rei Pelé.
De longe o ASA estava irreconhecível, seu camisa 10 Diego Furtado era uma peça que andava em campo e não conseguia dar sequência a uma jogada, queimando a paciência do técnico Luiz Paulo, que aos 31 substituiu o meia.
Mas não adiantou, o CSA continuava dominando as ações e tendo chances, porém esbarrava em dois problemas: 1º - Giva pela esquerda não tinha grande velocidade para dar sequência à jogadas, atua melhor como centroavante do que como atacante de lado. 2º - Imprecisão das finalizações e posicionamento na hora das bolas paradas, Kível levou algum perigo à meta de Dida, mas não deu muito trabalho.
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| Didira é o melhor em campo contra o ASA (foto: Alisson Frazão) |
Em todo o primeiro tempo, o ASA teve apenas uma oportunidade em cobrança de falta que parou na barreira, enquanto o CSA abusou de ocupar seu campo de defesa. Talisson em intensidade em todo o primeiro tempo foi perfeito, muito veloz na hora do ataque, pode vir a ser muito útil um jogador com essas características.
No segundo tempo, o ASA partiu pra cima e começou a igualar o jogo ofensivo, com Felipe batendo cruzado e quase empatando para o alvinegro. Didira logo em seguida acerta a trave, Daniel chutou em cima do goleiro e quase amplia. Aos 15 minutos, Caporã sobe alto e com Mota batido manda pra fora, a melhor chance do alvinegro no jogo até então.
No lance seguinte, Maxuell (tão pedido pela torcida) perde uma ótima chance: Daniel enfia uma bola perfeita e o goleiro Dida sai, mas O Samurai chuta rasteiro em cima do goleiro, perde uma oportunidade incrível para o CSA. Mas Didira, o melhor do jogo fechou o caixão do seu ex-clube no Rei Pelé: Recebeu lindo lançamento de Xandão e na mesma situação que Samurai, deu o toque por cima e encobriu o goleiro do ASA. CSA 2x0 ASA.
Mas o Azulão ainda demonstra alguns problemas na defesa, já no finalzinho, Rômulo recebeu da esquerda, demonstrou frieza na área e girou batendo, Mota cai mas não defende: 2 a 1. Samurai ainda perdeu mais um gol sozinho, quando Didira levanta com perfeição e de cabeça manda por cima. Final de jogo no Rei Pelé.
CSA: Mota, Talisson, Leandro Souza, Xandão e Rafinha; Dawhan; Marcos Antonio (Joilson), Didira, Daniel Costa; Giva (Bruno Veiga) e Leandro Kível (Maxuell Samurai)
ASA: Dida, Chiquinho, Marcos Arthur, Lucas Bahia e Lucas Piauí; Cal; Cleison Pink (Caaporã), Isaias (Juliano), Coutinho e Diego Furtado (Felipe); Rômulo
Nota do Blog a partida: 7,5 - Melhorou, o time ficou mais leve, mas abusou além de perder gols, de oferecer contra ataques ao ASA, que mesmo muito limitado, nos últimos minutos ofereceu perigo e igualou as ações.
E AGORA?
Vamos lá: É importante dizer que foi uma vitória importante e pra dar um ânimo não apenas a torcida, mas também ao time para que recupere confiança para iniciar uma reação. Mas repito: O time do ASA não tem nada de diferente dos demais times alagoanos, é um time limitado, cheio de limitações técnicas e entrou em campo com medo do CSA.
Apesar disso, as modificações fizeram o time do CSA mais leve, com um Daniel Costa participativo, um Didira MUITO melhor como meia do que como ponta que vinha sendo, com Marcos Antônio um pouco mais recuado, Dawhan voltando à aquela função que cumpre bem e Leandro Kível, um centroavante que chuta muito.
A estreia de Xandão também foi feliz, uma assistência perfeita num lançamento preciso, já mostrou a que veio e que pode ser uma grande arma do CSA em 2018. Bela saída de bola, preciso em interceptações e forte na ameaça aérea.
As laterais tiveram intensidade no primeiro tempo e decaíram no segundo, Rafinha ainda longe de seu 100% perdia a bola no campo de ataque e tinha dificuldades para voltar. Talisson ofensivamente é mais participativo do que Celsinho, mas defensivamente apresentou alguns deslizes, tanto que o gol do ASA nasce de um erro na direita, onde Maxuell Samurai perde a bola no ataque e o ASA chega pelo seu lado esquerdo de ataque (direito de defesa do CSA).
Falando em Maxuell, não posso me esquivar da polêmica: Maxuell entrou com 10 minutos de jogo, anseio da torcida de ver o atacante que arrebenta nos amistosos em campo. Resultado: Duas chances claras de gol jogadas fora e perdeu a bola que resultou no gol do ASA. Não é compreensível o desejo da torcida de ver em campo um atacante que pouco correspondeu, desde 2017.
Ao mesmo tempo, não é compreensível que se peça a saída de um atacante que tem um gol e uma assistência nesse início de temporada e que fez os gols tanto do acesso quanto do título, em forma Michel é muito mais atacante, seja nas arrancadas, nos passes e na bola aérea principalmente, onde o CSA cansou de perder gols contra o ASA.
O próximo compromisso do CSA será contra o Manaus - AM, e esse confronto está longe de ser fácil. Embalado pela vitória contra o Remo pela Copa Verde e com velhos conhecidos no elenco, o time Amazonense promete ser um adversário duro que não vai facilitar o caminho do CSA para avançar na Copa do Brasil.

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