Perfeito nos extremos: Defesa sólida e ataque eficiente


 O CSA iniciou o jogo cauteloso, mas nada de ficar todo na retranca. Esperou o São Bento ter a iniciativa, e tentou ser incisivo, saindo nas boas. O São Bento não esperou que o CSA aos doze minutos do primeiro tempo fosse chegar numa falta batida por Daniel Costa, obrigando o bom goleiro Rodrigo Viana a fazer uma grande defesa para escanteio. 

 O time do São Bento embora ficasse mais tempo com a bola, pouco criava em se falando em chances de gol, o primeiro tempo inteiro Mota fez poucas defesas, uma numa cobrança de escanteio, e outra numa bola parada numa falta cavada pelo atacante Anderson Cavalo. 

 Destaque para o Volante Dawhan, que jogou mais aberto pela direita entrando em profundidade, como se fosse um lateral, saindo com a bola trabalhada. Uma evolução nas jogadas do volante. Trocando de posição e partindo para o ataque, a melhor chance do primeiro tempo foi nos seus pés.

(Foto: Jesus Vicente/ECSB)

 Em cobrança de falta, Daniel Costa levanta na área, Celsinho cabeceia para defesa de Viana e no rebote  Dawhan pega a bola de canhota e Viana opera um milagre no Walter Ribeiro. O primeiro tempo foi daí pra frente, com um CSA  com uma postura de personalidade. 

 No segundo tempo não mudou muito, embora com menos posse de bola, as melhores chances criadas eram do Azulão do Mutange, que continuava aproveitando os espaços deixados pelo São Bento. O São Bento rondava a área, mas pouco perigo levava ao gol de Mota. 

 Mas o CSA é um time com muita personalidade, qualquer contra ataque pode ser letal. Dito e feito, Edinho como peça fundamental de ataque em velocidade passa por dois marcadores, faz grande jogada e bate rasteiro, o goleiro Rodrigo Viana espalma a bola e Michel aparece do lado direito do goleiro para bater para o fundo das redes.

 É aqui importante frisar o quanto Flávio Araújo entendeu que o São Bento era um time moldado para a defesa, com um sistema forte, mas não contava que o CSA tinha uma arma contra  isso: Edinho. Sim, o pequenino Edinho foi o ponto de desequilíbrio, o que vencia no drible, no mano a mano, conseguindo desmontar a defesa do São Bento, que até então era seu ponto mais forte. 

 Quando Edinho conseguia vencer esse sistema no drible, conseguia desequilibrar a partida, que também estava sendo vencida pelo CSA lá atrás, no sistema defensivo, Mota não foi muito exigido poucas vezes nas cobranças de bola parada e apenas uma de bola ao chão, e quando exigido fez boas defesas.

 A vitória do CSA foi com muita autoridade, e leva para Maceió uma grande vantagem para ir à final do campeonato brasileiro da Série C.

 Com a vitória, o CSA quebrou o tabu do São Bento de quatro jogos sem sofrer gols, e manteve o seu próprio de estar há cinco (agora seis) jogos consecutivos marcando gols.

 Nota do blog a partida: 9,9 - O CSA fez tudo que deveria para estar mais próximo da final, manteve a postura séria, atacando sempre que encontrava espaços,  mas mantendo a defesa sólida para não correr muitos riscos, mais uma vez um adversário passa em branco contra o CSA.

 O melhor do CSA na partida: Edinho foi o ponto de desequilíbrio, mas todo o time fez uma (mais uma) grande partida, Michel foi decisivo fazendo o gol, mas passou muito da partida em branco. Jorge Fellipe também fez uma partidaça como sempre, com direito a chapéus e lindos dribles.

 O CSA: Mota; Celsinho, Leandro Souza, Jorge Fellipe e Raul Diogo (Rafinha); Dawhan, Boquita, Didira (Rosinei), Edinho e Daniel Costa (Rodrigo Lobão); Michel Douglas.

 O São Bento: Rodrigo Viana; Muriel, Rogério, Mateus Silva e Marcelo Cordeiro; Fábio Bahia, Éder e Maicon Souza (Cassinho); Everaldo, Anderson Cavalo (Leandro Love) e Caio Cézar (Branquinho).

 E AGORA? 

 O CSA mantém o foco para a volta, mas sabe que está quase com as duas mãos na vaga. É difícil não encarar o CSA como um dos favoritos ao título de campeão brasileiro depois dessa última partida, que comprovou o quanto o CSA está seguro desde a chegada de Flávio Araújo. 

 Evoluiu. 

 Sim, evoluiu bastante, não se expõe de forma desorganizada, não toma mais gols (é importante frisar que desde que assumiu, Flávio Araújo não viu o time tomar gols. Contra o Cuiabá o técnico era Jacozinho como interino). O time tem contra ataques fortes e ao fazer suas primeiras investidas, não precisa de muitas finalizações para chegar à meta das redes. 

 O CSA deu seis chutes certos a gol, um deles resultou em gol. Outros seis chutes não foram na meta do goleiro Rodrigo Viana. O São Bento deu três chutes a gol e cinco chutes por fora, não levando perigo ao goleiro Mota. 

 O São Bento não levou perigo real ao CSA, assim como o Tombense não levou, os dois times foram presas fáceis na ida para o CSA, o Tombense também foi na volta, mas precisamos lembrar que o São Bento fez 2x0 no Confiança longe de seus domínios, porém, o CSA comprovou que não venceu a ida e a volta o Tombense a toa.

 Vejo um time não apenas que joga como um campeão, mas vejo um time que QUER ser campeão e está unido para isso, tem personalidade para isso. Garanto a cada leitor deste blog, que podemos sim esperar grandes feitos desse time, e o alagoano já é um feito pequeno demais para o CSA, já estamos em outro patamar, o que causa calafrios em alguns rivais.

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