Para quem viu os dois jogos contra a Tombense nas quartas de finais do Campeonato Brasileiro da Série C, sentiu que o CSA mudou um pouco seu estilo de jogo. Muitos também questionaram o fato do Tombense ser um time muito inferior ao CSA.
Isso é verdade, mas nem tanto como parte da mídia prega. A vitória do CSA foi absoluta muito mais por méritos do próprio CSA.
O Tombense tem uma limitação técnica, mas não a ponto de ser um time a ser vencido com tanta facilidade como o CSA venceu na ida e na volta, com possibilidades de goleadas em ambos os jogos, vou explicar o porquê.
Primeiro, saliento que Mota foi um mero expectador do espetáculo, não precisou fazer UMA grande defesa, e em parte isso definiu o que foi ambas as partidas, de ida ou volta. O CSA de Flávio Araújo é bem diferente do CSA de Ney da Matta.
Há ainda traços do CSA da fase de grupos, principalmente dos lados de campo, a intensidade de Edinho como válvula de escape continua sendo uma grande arma do CSA, como era na era Ney da Matta, continua na era Flávio Araújo.
Mas a principal mudança na postura do CSA se deu no controle da partida, o Azulão tem uma recomposição rápida, uma boa ocupação de meio de campo, essa ocupação de meio sendo extremamente forte, com o losango composto por: Dawhan, Boquita, Daniel Costa e Marcos Antônio, essa administração é uma característica dos times de Flávio Araújo.
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| (Foto: Jonathan Lins/g1) |
Michel é um atacante que se movimenta, pra encontrar espaços, puxando marcadores e não finalizando tanto, mas tendo um papel um pouco mais técnico do que isso, o que não impede, e não impediu dele fazer gol na ida. Mas note que no momento do gol, os marcadores seguindo Michel não notaram a infiltração de Edinho nas suas costas, apenas um marcador seguia Raul Diogo, Michel prendia dois zagueiros na área.
Notem também que o time continua com a força ofensiva, mas precisa de menos oportunidades iniciais, o time cadencia jogadas e administra placar com seriedade, sem correr riscos desnecessários. Uma das coisas que mais irritou o torcedor azulino foi a exposição do time de Ney da Matta, como houve contra o Sampaio Corrêa, após marcar, num contra-golpe termina tomando o empate.
É um tipo de jogo que muitas vezes não agrada o torcedor, mas é muitas vezes necessário, imagine um gol no Rei Pelé do Tombense, a tensão ia aflorar e o time poderia perder o controle, é um jogo de menos intensidade, mas de muita segurança, isso passa ao torcedor um conforto em relação a placar.
Em ambos os jogos o CSA teve posse de bola, teve iniciativa, e teve controle absoluto da partida, talvez o CSA de Ney da Matta fosse de um jogo com mais emoções, mas o de Flávio Araújo é de um jogo mais cadenciando, abrindo espaços, tocando bola, recompondo com força e com coberturas intensas.
Em tese, comparando com as devidas proporções, um teria o estilo "Guardiola", valorizando posse de bola e encontrando espaços. Já outros, um estilo mais como "Zidane", menos posse de bola, mas muita intensidade, velocidade. Pra quem assiste, vê que os times de Guardiola não são times que tomam muitos gols, enquanto os de Zidane tomam inúmeros.
Estratégias diferentes, mas não necessariamente uma pior que a outra, o que temos certeza: O CSA está nas boas mãos de Flávio Araújo, e com todos os defeitos e problemas pessoais, Ney da Matta foi importante até aqui.
E você torcedor, o que achou até agora do estilo de Flávio Araújo?

esse estilo de jogo mais controlado e seguro será muito importante no ano que vem. diferente de todas as outras divisões, a serie B é muito retrancada, os times jogam atrás o tempo todo e jogam no contra-ataque.
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