Um ano depois do CSA sair da famigerada série D e chegar aos 60 melhores clubes do Brasil, no ano de sua estreia na série C, se o Azulão olha a tabela de cima pra baixo, o ASA olha a tabela de baixo para cima, da forma mais difícil, absolutamente rebaixado na lanterna com uma rodada de antecedência.
Para quem já se situa bem em jogos, se lembra bem da era de ouro do ASA, que chegou até a grandes feitos, entre eles a eliminação do Palmeiras de Luxemburgo no parque Antártica, no início dos anos 2000. O CSA amargava a época das vacas magras.
Bem ranqueado e com força no campeonato brasileiro, o alvinegro ostentava uma bandeira: O representante do estado na elite da segundona, o mais estruturado de Alagoas. Mas o ASA, e principalmente sua torcida esqueceu de um grande detalhe, que faz toda a diferença:
Clubes não são grandes pela situação, são grandes pelas suas conquistas, torcida, títulos e história. O CSA permanece todos esses anos sem ser ultrapassado em títulos, e agora toma o lugar do ASA entre os representantes alagoanos no campeonato brasileiro na terceira e possivelmente chegará logo à segunda.
Em 2015, o agora ex-presidente do ASA Hellycarlos Albuquerque chegou ao cúmulo de gravar um vídeo menosprezando a torcida do CSA, chamando-a para ver as atividades dos jogadores do ASA, uma vez que o CSA não tinha calendário na época, depois da repercussão, retratou-se, afirmando que respeitava o clube azulino.
Ainda em 2017, Rafael Tenorio, atual presidente do CSA lamentou a situação do alvinegro e prometeu ajudar com palestras e premiações, mas em vão, não foi possível evitar a queda do ASA. Mostrou uma postura bastante diferente daquelas em que o CSA era tratado em sua época de vacas magras.
Ainda em 2017, Rafael Tenorio, atual presidente do CSA lamentou a situação do alvinegro e prometeu ajudar com palestras e premiações, mas em vão, não foi possível evitar a queda do ASA. Mostrou uma postura bastante diferente daquelas em que o CSA era tratado em sua época de vacas magras.
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| ASA cai à série D (foto: Globoesporte.com) |
O alvinegro chega à série D numa situação muito mais difícil do que a do CSA. Sim, porque o CSA contou com um presidente com um projeto de gestão, uma imensa torcida que abraçou seu projeto e carregou o time de braços dados à série C. O time de Arapiraca cai com muito menos torcida e força, com uma série D que é uma das, senão a mais difícil das quatro séries no quesito classificação, pelo famigerado sistema de diversos mata-matas.
Sim, ASA, a sua queda foi um tropeço nas próprias pernas. Mas vou lhes contar algo: O mundo não acabou, não. O CSA conseguiu subir e sair da série D, vocês também podem conseguir, mas é claro, o ASA não é o CSA.
O ASA é um grande clube, sim. Seu principal erro foi achar que era muito maior do que é. Agora é recolher seus cacos e recomeçar, como o CSA recomeçou, do zero, sem ver muito além e com muitos sonhos. Hoje, nós estamos realizando esses sonhos, e a situação é contrária, a mesma que muitos gozavam com os azulinos.
Claro que a queda do alvinegro é ruim para o estado de Alagoas, mas o CSA já esteve nessa situação, nem o estado, nem o mundo acabaram, muito pelo contrário, tanto o ASA como o rival jamais se incomodaram com isso. No fim, cada um precisa carregar sua própria cruz.
Mas para o ASA, o inferno apenas está começando.

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