Fomos longe demais para sequer olhar pra trás: O CSA rumo à série B


 No último sábado o CSA finalmente conheceu seu adversário nas quartas de finais da série  C do campeonato brasileiro: O Tombense de Minas Gerais. A campanha do CSA foi motivo de orgulho para o torcedor azulino, que em sua maioria não esperava um time tão competitivo em sua primeira participação após o acesso. 

 O Azulão não tomou conhecimento de grandes forças do futebol nordestino como Fortaleza, Sampaio Corrêa e Remo, derrotando cada um e não sendo derrotado, digno de aplausos. Em pleno Castelão vimos Michel abrir o marcador, um time que tem personalidade, coragem e determinação. 

 Vimos também o CSA derrotar o Sampaio Corrêa no Maranhão, empatar com o Remo no Mangueirão, derrubar o Salgueiro, vice-campeão pernambucano, em seus domínios. Talvez por ser um time desacreditado no início, (Pela mídia principalmente, que atribuía ao CSA o título de "lutar para permanecer") teve tanto empenho em se superar. Rafael Tenório fez boas contratações e ao lado de Marcelo de Jesus, montaram um time forte e  com bastante personalidade.

(foto:Alisson Frazão)

 Mas no CSA as coisas sempre foram um pouco mais difíceis que para os demais clubes, lembro-me do jogo contra o Moto Club no Rei Pelé, um persistente empate em 1x1 resolvido no último minuto numa cabeçada de Dick para o fundo das redes: 2x1 no minuto 49. 

 No Mangueirão a derrota parecia certa, quando na cabeça de Dawhan o CSA empatava o jogo aos 48 do segundo tempo. O CSA liderou a maior parte do campeonato, perdeu aqui e acolá pouquíssimos jogos e sempre fora de casa jogos que não eram de fato decisivos, assim foi levando a fase de grupos e se classificou com antecedência. 

 Mas volto a dizer, no CSA nada foi fácil e nunca será. Uma semana antes do último jogo da fase de grupos em discussão acalorada, Ney da Matta é demitido do cargo de treinador e a situação antes implícita vem a tona: Não havia conciliação entre jogadores e técnicos, de alguma forma, os jogadores continuavam vencendo e jogando bem.

 Isso comprova muito do que o CSA vem sendo: Um time que mesmo com problemas fora de campo, conseguiu não levar isso a campo e mostrou solidez para conduzir as coisas da maneira mais correta, se tornando forte além do campo, se tornando unido e determinado em uma causa. 

 Lembro-me da frase de Osvaldo Pascoal sobre uma situação parecida no Palmeiras: "Os caras foram campeões porque estavam absolutamente unidos, mas não aguentavam o Cuca", algo semelhante acontecia no CSA, porém com a diferença que houve um limite e foi resolvido da melhor forma.

 Com Jacozinho no comando o time parte para Cuiabá, para muitos torcedores, uma derrota seria um resultado absolutamente normal, um time quase inteiro de reservas, um Cuiabá precisando da vitória e um CSA já classificado e que poderia perder sem prejuízo. 

 Nada disso. O CSA até toma 1x0 num infeliz lance de Thales, mas em seguida empata o jogo em 1x1 e cria diversas chances de virar. Não, torcedor, o CSA não entra em campo para perder. Eu não me lembro de ter visto um time tão empenhado como vi o CSA nessa série C. 

 Nem o CSA que subiu em 2016. Que fez uma excelente segunda fase, mas uma péssima fase de grupos, dependendo inclusive de outros resultados para se classificar, perdendo para o Parnahyba e empatando com Central e com o próprio Parnahyba no Rei Pelé. 

 O Tombense é um adversário difícil e quer tanto a vaga quanto o CSA, respeitando isso, o CSA vai em busca dessa vaga com foco total e sabendo o que quer. Não há meio termo ou meia vaga, a vaga será de um dos dois. Com todo respeito ao Tombense, o CSA vai a Tombos como foi à Cuiabá, não pela derrota, não pelo empate, pela vitória. 

 A saída de Thales é só mais uma prova de que nada para o CSA é fácil, mas é dessa  forma que iremos lutar e subir, é dessa forma que somos fortes e caminhamos, na humildade e na raça, o CSA poderá sim subir, um grupo unido, jogadores empenhados e um presidente dedicado podem estar a caminho da série B. 

 Perdemos Everton Heleno no início da série C e seguimos vencendo, temos um time reserva que ainda não perdeu, e vai dar conta do recado. Lobão, Leandro, Matheus, Cristiano, todos os que compõe o CSA estão à altura. 

 O CSA vai se blindar de tudo aquilo que interfere em seus trabalhos, inclusive na descrença de alguns torcedores e  focar naquilo que quer e partir para Tombos levando na mala a esperança de milhares de torcedores que na volta estarão lado a lado com o Azulão do Mutange no Rei Pelé.Na próxima segunda vá ao Rei Pelé mostrar que o nosso time jamais estará sozinho. União e Força.

 Rumo à série B!

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