Não teria condições para escrever qualquer coisa ontem. A Emoção de qualquer azulino transbordou intensamente. De toda e qualquer forma. Vimos azulinos chorando, sorrindo, pulando, cantando, sem acreditar, passando mal, o que vimos na noite dessa segunda foi espetacular.
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| Torcida incrível do CSA (foto: Ailton Cruz/gazeta de Alagoas) |
Uma festa sem tamanho, sem cor, sem classe social, sem partidos, apenas o azul e branco dos apaixonados pelo Azulão mais amado do mundo. O futebol uniu todos os tipos de pessoas naquele momento, a nação mais incrível de Alagoas e uma das maiores do nordeste, um espetáculo sem tamanho, e mesmo se eu escrevesse um livro, jamais chegaria aos pés do que representa essa torcida.
Lotou o estádio. Lotou o Jaraguá, lotou praça de inúmeros interiores e parou um estado inteiro.
Lotou o estádio. Lotou o Jaraguá, lotou praça de inúmeros interiores e parou um estado inteiro.
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| (imagem: Jonathan Lins) |
O JOGO
Ao olhar nas arquibancadas, o torcedor parecia se encontrar em CSA x Ituano em 2016, a atmosfera era mais forte, mas o Rei Pelé tomado em todas as arquibancadas não era a única semelhança com o confronto. Rafinha também estava no banco, como na mesma ocasião, o Tombense vestiu vermelho tal como o Ituano, Péricles Bassols apitou o jogo igualmente em 2016, assim como tivemos a mágica da camisa 7 novamente aparecendo.
O CSA iniciou o jogo sem se expor demais, esperando o Tombense vir. Precisando de pelo menos dois gols para levar às cobranças de pênalti, o Tombense partiu pra cima do CSA ao ataque, e criando os espaços que o CSA tanto buscava.
Precisou apenas de 17 minutos para aproveitar esse momento. O Tombense veio pra cima e permitiu o CSA se lançar num contra-ataque rápido pelo corredor esquerdo. Raul Diogo mostrou o verdadeiro ala que o CSA contratou, habilidoso, rabiscou e deixou Marcelo no chão, cruzou rasteiro e Edinho chegou pela direita para empurrar para o fundo das redes.
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| Edinho, com a mística 7 balançou as redes (foto:Jonathan Lins) |
Exatamente como em 2016. É incrível.
Edinho conseguiu fazer de longe seu melhor jogo nessa série C, foi o cara que atacou espaços, era a válvula de escape nos contra-ataques, só era parado na falta (inúmeras ignoradas por Bassols), atacava e voltava para cobrir |Celsinho na recomposição. Para o pequeno Edinho, a partida que fez foi gigante.
O primeiro tempo foi de domínio absoluto do CSA. Já o segundo foi apenas para cumprir os cento e oitenta minutos, como no primeiro jogo, evitou se expor demais e correr riscos desnecessários, manteve a seriedade e em pelo menos três oportunidades pôde ampliar, com Caíque, Daniel Costa e Michel, que erraram o alvo.
Mas a soberania do CSA foi absoluta, nada que o Tombense tentava dava certo. Bolas alçadas na área eram a maior arma do time mineiro, que foram ineficazes, Mota não cometeu erros e saía em cada bola aérea de forma segura. Não vi em momento algum o Tombense representar ao CSA qualquer perigo.
Michel segurava na frente dois zagueiros, conseguia puxar marcação, como no lance do gol, quando Edinho consegue chegar livre na área. A dupla de meias Daniel e Marcos Antônio davam ao CSA segurança, ambos voltavam para marcar quando necessário, e sempre que um avançava, outro tinha o cuidado de fazer a cobertura precisa.
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| Michel marcado por dois do Tombense (foto:Jonathan Lins) |
As laterais e pontas foram os pontos fortes do CSA, seja pela ponta direita com Edinho, seja pela Lateral esquerda com Raul, essencialmente o arco e a flecha da jogada de gol, coroando os dois melhores em campo pelo CSA. A dupla de Volantes Boquita/Dawhan continua regular e com uma segurança incansável.
Mas aqui abro parênteses para o partidaço da dupla de zaga. Jorge Fellipe e Leandro Souza (este que merecia muito esse acesso), ambos foram seguros e precisos, a rapidez de Jorge Fellipe seja no ataque ou seja na defesa é incrível, um zagueiro com uma habilidade de meia.
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| Jorge Fellipe arranca e deixa defensor no chão (foto:Jonathan Lins) |
O jogo foi o melhor possível, o CSA mostrou seu bom futebol e poderia sim ter goleado, mas manteve a marcação média/baixa, para sair apenas nos bons momentos, em que poderia sim ter feito mais.
Nota do Blog a partida: 9,5 - Não foi a partida mais brilhante do CSA, mas foi a que deu segurança e força ao CSA para novamente fazer vantagem e crescer para o seu adversário, Flávio Araújo ainda conseguiu segurar a substituição de Michel para substituir Dawhan que estava mancando em campo, decisão de segurar a substituição foi muito acertada.
O Melhor do CSA na partida: Edinho mostrou que tamanho não é documento. Criticado pela falta de pontaria, fez o gol no mais importante momento. Muito se agigantou o pequeno Edinho, de longe o melhor jogador do CSA, com a mesma intensidade atacava e fazia a recomposição, auxiliando Celsinho.
CSA: Mota; Celsinho, Leandro Souza, Jorge Fellipe e Raul; Dawhan (Michel Schomoller), Boquita, Marcos Antônio (Caíque) e Edinho (Didira); Daniel Costa e Michel Douglas.
Tombense: Darley; Marcelo, Ednei, Wellington Carvalho e Denis Neves; Everton (Maycon), Allan Dias (Lucas), Everton Dias e Ewerton Maradona (Dieguinho); Keké e Max.
E AGORA?
O CSA agora é série B! Se concretiza o projeto profetizado por Rafael Tenório ainda em 2015. Diferente de qualquer sentimento dos últimos anos, o sentimento do torcedor se espalhou por toda Maceió e por todo o estado de Alagoas. Não houve outra cor que se visse em todo lugar senão o azul e branco do CSA.
Celebridades cumprimentaram o Azulão pela classificação, entre elas: Marta (Jogadora da seleção), Alemão (Jogador do Paraná), Jean Cléber (Ex-CSA, atual Marítimo-POR), Thales (Ex-CSA, atual internacional), Pedrinho (Jogador do SC Corinthians), Fabio Magrão (Ex-CSA), entre muitos outros incontáveis que manifestaram carinho nas redes sociais.
O Azulão mesmo com muitas pedras no caminho, as superou, os jogadores tomaram a responsabilidade para si depois da queda de Ney da Matta, e o grupo se uniu em torno da causa, prometendo ao presidente Rafael Tenório o acesso: Objetivo cumprido. O grupo mostrou uma forte personalidade e uma vontade de vencer incrível.
Mas ainda em comemoração, os trabalhos do CSA não podem parar. Se o objetivo principal foi conquistado, agora o CSA já vê com bons olhos o objetivo secundário: O título nacional. Será que dá?
Não vejo como o CSA não possa disputar de igual pra igual com todos os outros times o caneco e trazê-lo para Alagoas. A semifinal (MAIS UMA COINCIDÊNCIA, MEU DEUS), será contra o São Bento de Sorocaba, que em 2016 o CSA eliminou na mesma fase da série D.
Resta agora a você torcedor, fazer o sócio torcedor e deixar o CSA ainda mais forte para a conquista desse troféu: Faça o Sócio torcedor e agradeça da forma mais benéfica tudo que o clube vem fazendo. E aí torcedor, confia? Eu confio.





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