Ao torcedor que assistiu o jogo ou esteve no Rei Pelé ficou um sentimento de satisfação, de sabor doce daquilo que tanto se desejava, o que foi cobrado desde a era Oliveira Canindé: Um futebol de qualidade e imposição.
E veio.
A formação do CSA manteve o que Ney da Matta vinha fazendo, mas trazia algumas modificações interessantes que já carimbávamos: A estrutura do CSA agora era ofensiva, com duas linhas de quatro e dois atacantes mais adiantados.
Essa linha de quatro era composta pelo quarteto que formou um quadrado perfeito de meio de campo: Rosinei, Boquita, Dawhan e Daniel Costa. Esse Quarteto sem jogar já chama muita atenção, e unidos se tornaram praticamente imbatíveis, o meio do CSA está fechado e traz o CSA para uma formação ofensiva e alta.
O JOGO
Para este autor, a melhor partida do CSA em 2017, com uma marcação intensa, com entrega e com muita técnica. A chave para desequilibrar o jogo estava no ponto mais forte do CSA no campo: O tal meio campo. Rosinei pela esquerda, Boquita pela direita, Dawhan mais recuado e Daniel Costa mais próximo dos atacantes, ressalto que Daniel Costa foi um dos, senão o melhor em campo.
A marcação intensa do CSA e o fechamento desse meio de campo começou a mostrar mais dos atletas, e com o pequenino Edinho a mudança foi surpreendente. Confesso que não me agradavam as partidas de Edinho em nenhum momento, mas queimou minha língua e mostrou que tem sim algo a mostrar.
A pressão no início do jogo era sempre alta, com uma marcação avançada Edinho sempre roubava bolas no ataque e quando podia as alçava na área do Remo, que até certo ponto foi eficiente. A velocidade de Edinho teve uma importância fundamental: Amarelou os dois laterais, quando mudava de lado, Edinho vencia os defensores na velocidade e sofria a falta. As laterais do Remo começavam a se tornar o ponto de referência de sua fraqueza.
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| Didira faz o segundo gol do CSA (foto: Ailton Cruz/ Gazeta de Alagoas) |
Numa dessas faltas veio o grande trunfo: Edinho sofre a falta antes da entrada da área. Rafinha mostra novamente o poder de sua canhota e lança um chute incrivelmente forte, que bate na trave direita e entra, o goleiro vai em vão e vê a bola morrer no fundo das redes, numa pintura o CSA fazia 1x0 sobre o Remo.
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| Edinho sofre faltas e amarela os dois laterais do Remo (foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas) |
Eduardo Ramos ficou preso na marcação de Dawhan, que impediu que o meia armasse as jogadas. Sabendo que o meia é um dos pontos mais fortes do clube de Belém, o menino colou no meia e não o deixou fazer absolutamente nada.
A sólida zaga do CSA se manteve firme, em especial Jorge Fellipe, que mantém uma absurda regularidade, venceu na velocidade quando o Remo partia para contra-ataques. O ponto forte do Remo, que era sua velocidade em contra-ataques estava aniquilado, não conseguia encaixar nenhuma jogada. Não conseguiu o Remo dar sequer um chute a gol.
O segundo tempo foi desacelerado, sem representar perigo, o Remo se retraiu ainda mais no seu campo. O CSA criou chances atrás de chances e desperdiçou inúmeras, pecado ainda presente no ataque azulino. Bolas na trave, chutes em cima do goleiro, bolas isoladas com gol aberto e quase uma pintura de Daniel Costa do meio da rua.
No segundo tempo o técnico Ney da Matta faz suas substituições, duas não tiveram muito efeito, Daniel Costa por Caíque, explicou Ney que por cansaço do jogador, Dick por Celsinho e por fim a mais significativa, Rosinei por Didira. Não que Rosinei não tenha ido bem, muito pelo contrário, atuou muito bem e com 34 anos dá banho e jovens jogadores da mesma posição.
Didira entrou inspirado, e dele começou e terminou a jogada do gol: Dribla dois defensores, toca para Edinho pela direita que manda por cobertura, o goleiro sai muito mal, atrasado e mesmo sendo mais baixo, Didira toca de cabeça para o fundo das redes e fecha o caixão do Remo no Rei Pelé (como já fez contra São Bento e Altos em 2016). Fim de jogo, CSA 2x0 Remo.
O CSA foi a campo com: Mota, Dick (Celsinho), Thalles, Jorge Felipe e Rafinha; Dawhan e Boquita; Edinho, Daniel Costa(Caique) e Rosinei (Didira); Michel Douglas
O Remo foi a campo com: Vinicius, Ilaílson(Flamel), Leandro Silva, Bruno Costa e Gerson; João Paulo e Dudu; França, Eduardo Ramos (Jaime) e Edgar(Danilinho); Luiz Eduardo
Nota do blog a partida: 9,5 - Aquele 0,5 que são as finalizações. O CSA poderia ter vencido por 4,5 gols de diferença se calibrasse o pé.
O melhor do CSA na partida: Edinho foi fundamental nos lances de gol, tanto sofreu a falta que resultou no primeiro gol, como foi o assistente do segundo. Daniel Costa fez um partidaço, mas pela importância que Edinho teve nesse jogo, o melhor da partida fica com ele.
E AGORA?
É possível ver um CSA com uma composição diferente, encorpado, forte, com jogadas trabalhadas e bolas no chão. É preciso sim frisar que o Remo ameaçou sequer vir jogar por problemas de salários, mas isso não tira os méritos de que o CSA jogou sim de forma brilhante e consegue mostrar a que veio, a torcida queria e o CSA conseguiu não apenas vencer, mas convencer.
Esperamos que o CSA permaneça nessa boa sequência e mantenha a regularidade, Ney da Matta encontrou um time e provavelmente esse será em sequência o time titular.
Gostei muito do que vi e acredito que o CSA vai realizar grandes coisas. Com o empate do Fortaleza, se mantém líder dois pontos acima do Sampaio Corrêa, distanciando-se do quinto colocado, abrindo uma vantagem de 09 pontos. Mais uma vez contando com a sorte ao seu lado, sorte essa que não larga o CSA de jeito nenhum, e mostra que o Azulão tem tudo para estar numa série B 2018, nunca esteve tão próximo.
3 pontos separam o CSA da classificação às quartas de final, é o Azulão indo voando para a série B, e se jogar todos os próximos jogos como jogou hoje, será muito difícil ser superado.
Mas o próximo compromisso do CSA é na terça-feira pela pré-copa do Nordeste, contra o Parnahyba, com time alternativo, Ney da Matta busca dar prioridade ao campeonato brasileiro, porém com um olho na classificação no brasileiro e outro no jogo de volta contra o Parnahyba na próxima semana, o calendário tá cheio, hein torcedor?


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