Trio de Ouro joga bem e meio-campo do CSA é decisivo


 O torcedor já cobrava e Ney da Matta concordou: Decidiu o time titular de forma mais simples: 4-2-3-1 com Michel centralizado e o meio campo ofensivo composto por Daniel Costa, Marcos Antônio e Edinho, Dawhan e Boquita e a linha de quatro com Rafinha e Dick e a dupla Thales e Jorge Fellipe. Em teoria o time que vinha dando certo. 

 O trio de ouro que faz e fez a diferença estava presente na escalação: Daniel Costa, Boquita e Dawhan seriam decisivos para a vitória do azulão.

 O JOGO

 O CSA iniciou o jogo dominando o meio de campo dominando o sistema de marcação, com muito poucas chances, a primeira só veio aos vinte e quatro minutos, quando Michel escorou para Marcos Antônio, que erra o alvo. Michel também testa e manda por cima, o CSA até os quarenta minutos criava e pressionava, mas viu aos quarenta e quatro minutos seu plano ir por água abaixo. 

 Mota saiu mal do gol e de soco manda pra frente, Dico, que já marcou duas vezes na Paraíba contra o CSA, pega a sobra e de primeira manda para o fundo das redes. A única finalização a gol do Botafogo fatalmente acabou entrando e jogando o CSA numa pressão muito maior do que entrou no jogo, no vestiário teria que voltar com um ânimo diferente e com a cabeça na vitória apenas, o empate já não serviria.

 Quem viu o jogo, notou que a defesa do Botafogo era uma defesa baixa, bolas aéreas seriam um problema para esse time, o CSA não notou isso e continuou trabalhando a bola por baixo, mas não conseguiu empatar e foi para o vestiário com o placar negativo.

 Na volta do vestiário o Azulão voltou com outros ares, lesionado no fim do primeiro tempo Marcos Antônio é substituído por Gustavinho. Mas Ney da Matta foi ousado e entendeu o que queria a torcida: Abriu o time e colocou mais um atacante de velocidade. Em bate rebate na área Edinho pega uma bola livre e manda no travessão.

Trio é o pilar que sustenta o poder de criação do CSA (fotos: Alisson Frazão/ Ascom CSA)

 Mas o CSA vinha com tudo: Dawhan faz fila e é derrubado na entrada da área, batida de Daniel Costa é defendida por Michel Alves que manda pra escanteio. Na cobrança de escanteio confirma-se o que dizíamos acima: A pequena zaga do Botafogo não vence Thales no alto, que manda para o fundo das redes, igualando o placar.

 Poucos minutos depois Ney da Matta viu mais uma vez seus planos frustrados: Gustavinho, que entrou muito bem se lesiona e precisa ser substituído, sai de campo chorando. Didira entra em seu lugar, o CSA ganhava na qualidade no meio, mas perdeu em velocidade e drible, a formação que Ney da Matta havia encontrado para acabar com o bloqueio defensivo do Botafogo, destruída. 

 O CSA tem três trocas ineficazes por consequências: Marcos Antônio lesionado substituído por Gustavinho que termina também lesionado. Edinho é substituído por Angulo, que pouco conseguiu fazer, mas o CSA se preparava para continuar partindo pra cima do Botafogo. 

 Aos trinta e dois, Dawhan confiante chuta de longe, mas um chute perfeito, rasteiro, desvia em Dick e entra no canto direito de Michel Alves, que apenas vê a bola morrer no fundo das redes. O CSA administra o resultado e não sofre mais perigos de gols, no fim o CSA vence o Botafogo de virada por 2x1.

Dois gols como profissional fazem Dawhan ser um dos artilheiros do Azulão
(foto: Alisson Frazão / Ascom CSA)

 O CSA foi a campo com:Mota; Dick, Thalles, Jorge Felipe e Rafinha; Dawhan, Boquita, Marcos Antônio (Gustavinho[Didira]) e Daniel Costa; Edinho (Angulo) e Michel.

 O Botafogo - PB foi a campo com: Michel Alves; Fernandinho, Plínio, André Santos e Fernandes (Cleyton); Magno, Djavan, Walber e Cleyton; Dico (Roger Gaúcho) e Rafael Oliveira.

 Nota do blog à partida: 8,0 pelo bom resultado, faltou atenção do sistema defensivo no momento do gol de Dico.

 O melhor do CSA na partida: Dawhan segue evoluindo muito, desarma, ataca, defende e foi coroado com um gol. Sua atuação na linha de quatro meias foi decisiva para conseguir vencer o Botafogo e desequilibrar o jogo. Dawhan não está apenas jogando bem, está sendo um dos pilares decisivos para o CSA na temporada. Thales também tem destaque assim como seu parceiro Jorge Fellipe, que fizeram uma partida consideravelmente boa.

 E AGORA?

 Como havíamos publicado antes, o CSA não joga bem sem um de seus pilares no meio campo: Boquita e Daniel Costa são bases que sustentam o CSA no meio de campo a presença dos dois juntos dão ao CSA qualidade de passe e saída de bola. Ao contrário dos últimos jogos em que um dos dois não esteve presente, não houve bola rifada e o CSA trabalhou bem a bola no meio de campo. O ataque ainda está deixando a desejar, mas o CSA permanece muito bem na tabela.

 Dawhan tomou seu terceiro amarelo e o CSA precisará encontrar uma forma de suprir a necessidade de substituir o volante azulino que é um dos pilares do CSA na temporada. Marcos Antônio seria o substituto imediato, mas saiu lesionado de campo e não sabemos se terá condições de jogo até sábado.

 Edinho teve três momentos de mostrar seu futebol: O que vimos foi um ponta veloz e nada mais, em muitas oportunidades leva a bola demais e não dá segmento à jogada, é compreensível que Ney da Matta opte pelo pequenino e veloz Edinho, mas como titular é de  se pensar se de fato vale a pena. Talvez fosse mais interessante ser uma arma para o segundo tempo. 

 Não sabemos por quais motivos Rosinei ainda não estreou, mas acredito que o momento de estreia já passou da hora. O volante Michel que jogou ao lado de Dawhan contra o Sampaio pode ter mais uma oportunidade dada, já que jogou ao lado de Dawhan com características parecidas com as do garoto. Talvez em jogo que possa ser substituto do menino, possa desempenhar o papel de primeiro volante bem.

 Dessa vez a lei do ex não funcionou: Cleyton e Rafael Oliveira passaram em branco no jogo. O Azulão fez um bom jogo, não seu melhor, mas um dos que teve mais entrega e determinação, o torcedor quer ver essa entrega e empenho pela vitória, e espera que continue assim.

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