A torcida azulina não consegue conter a absurda a alegria de mais uma vitória fora de casa, que compensa os dois pontos perdidos contra o Confiança em casa. Um adversário que mesmo na lanterna, é um adversário sério, que se impôs em casa e teve uma postura muito agressiva. E ainda temos que levar em consideração que foi um adversário difícil para o próprio Sport, na final do Campeonato Pernambucano.
Um adversário que precisava vencer para sair da lanterna, em seus domínios e com o apoio do seu torcedor. O CSA desfalcado, sem o arqueiro Mota e sem o meia Didira. O CSA não tomou conhecimento e conseguiu se sagrar vencer quando em cruzamento de Rafinha em jogada construída por Caíque, a bola chega em Michel, que toca para o fundo das redes e esboça um sorriso imenso no rosto de cada azulino.
O JOGO
O primeiro tempo foi do Salgueiro. O CSA não conseguiu se impor no primeiro tempo e viu o Salgueiro chegando com força à meta do Goleiro Cajuru, que se tornou o goleiro titular em meio a um problema no tornozelo do goleiro Mota, que sentiu e terminou indo para o banco de reservas. O Salgueiro chegou a colocar a bola no fundo das redes aos 12 minutos, mas não valeu pela falta em cima do goleiro azulino.
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| (Foto: Ivo Ferraz / TV Grande Rio) |
A aflição da torcida chegou ao seu pico mais alto quando em uma dividida de Thales com Willian Lira, o árbitro marca um pênalti confuso, já que o lance aconteceu fora da área. Mas como já se dizia, não foi pênalti, não entra: Alexandre Cajuru faz uma defesa milagrosa, de um chute venenoso no seu canto direito e alivia a tensão do jogo.
No segundo tempo, o CSA melhora e começa a gostar da partida, Daniel Costa não vem bem no jogo, mas tem uma leve melhora no decorrer do jogo. Mas se o CSA não vinha tão bem no meio, tinha a solidez da zaga e das laterais, que tinham trabalho redobrado e conseguiam manter os atacantes longe do goleiro Cajuru.
Ney da Matta promove uma modificação ousada ao meu ver: Tira Marcos Antônio que vinha muito bem no jogo, e coloca Jonathan, um jogador que talvez seja interessante para uma partida como essa pela fragilidade que já vinha mostrando a zaga do salgueiro. A segunda mudança foi uma correção da primeira: Caíque entra no lugar de Daniel Costa, que não vinha bem no jogo e na minha visão poderia ter sido a primeira mudança a ser promovida, mas o técnico Ney da Matta acertou em cheio nessa.
Caíque entra bem, mesmo não tendo a dedicação na marcação de Marcos Antônio, constrói uma jogada junto com Rafinha, que cruza baixo (interessante evolução, não me lembro de um jogo onde Rafinha cruzou rasteiro), e Michel toca para o fundo das redes aos quarenta e um minutos do segundo tempo, quando o Salgueiro já baixa a cabeça e está entregue no jogo.
Michel já tinha crédito com a torcida e agora seu prestígio continua aumentando com a torcida azulina, precisão de finalizações do atacante é alta: Precisou de duas oportunidades para abrir o placar para o Azulão do Mutange, na sua segunda finalização, emplacou seu gol, se tornando o artilheiro do Azulão na série C. A presença de área do atacante chama muita atenção, além de sua determinação, esta semana fizemos uma matéria sobre o atacante, confere aqui.
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| Michel foi o autor do gol azulino (foto: Alisson Frazão / Ascom CSA) |
O CSA foi a campo com: Mota; Dick, Thales, Jorge Fellipe e Rafinha; Dawhan, Boquita, Marcos Antônio (Jonathan) e Daniel Costa (Caíque); Gustavinho (Raul) e Michel.
O Salgueiro foi a campo com: Mondragon, Diego Aragão (Jean Carlos), Ranieri, Luís Eduardo, Daniel, Rodolfo Potiguar, Toty, Moreilândia, Cássio Ortega (Dadá Belmonte), Willian Lira, Álvaro.
Nota do Blog a partida: 9,0 - Solidez da defesa e eficiência no ataque foram fatores eficientes para sair de Pernambuco com um grande resultado, três pontos importantíssimos.
O melhor da partida: É difícil num jogo de tanta intensidade se dizer quem foi o craque da partida, para este blog em três pessoas o CSA solidificou essa vitória: Alexandre Cajuru pela defesa de pênalti quando necessária, assumindo o gol do CSA em um momento delicado numa grande fase de Mota e conseguindo dar conta do recado, Marcos Antônio jogou intensamente, desarmando e corrigindo falhas do meio de campo e Michel marcando o gol da vitória, sobrando no quesito eficiência. Os três foram as peças fundamentais na vitória em Pernambuco. Não tem como escolher apenas um, mas pela responsabilidade de fazer o mais difícil hoje: Alexandre Cajuru.
E AGORA?
O jogo não foi um espetáculo, claro, mas mostrou muita segurança na defesa, no goleiro reserva Cajuru, que mostra que Mota tem um banco à sua altura, Thales e Jorge Fellipe continuam numa grande solidez, o meio de campo do CSA cometeu alguns erros, mas não comprometeu, Daniel Costa perdeu bolas que proporcionaram muitos contra-ataques para o Carcará, mas não comprometeu o jogo.
Destaque para o ataque do CSA, que mesmo com poucas oportunidades e num campo bem diferente do que o CSA está acostumado, conseguiu sair vitorioso sendo eficiente. Consegue vencer fora de casa e ampliar ainda mais a liderança: Chega aos dezessete pontos e garante a liderança isolada, com o empate em 1x1 de Confiança e Fortaleza. O próximo confronto do CSA será contra o Cuiabá em casa: Não contará com o zagueiro Thales, que graças ao pênalti inexistente marcado, tomou o terceiro amarelo e fica fora do jogo.


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