Ao longo da semana, escrevi sobre o Moto Club, dizia que não esperassem um adversário fácil pelos primeiros resultados, o Moto Club é um clube que da mesma forma que o CSA, está na série C, e não apenas isso, ascendeu junto com o Azulão em 2016. O que isso quer dizer? Que mesmo com a diferença na tabela, CSA e Moto entraram em campo com condições de jogo parecidas.
Para quem não foi ao estádio Rei Pelé, não sentiu a agonia de ver mais de quarenta e cinco minutos de um massacre ofensivo do CSA, e a bola teimava em não entrar. O Moto Club não veio a Maceió como imaginávamos, veio partindo para cima e não se deixou intimidar com o CSA.
Ney da Matta foi ousado, modificou muito o time do CSA, por conta da saída de Heleno e da contusão de Daniel, pelo menos duas substituições precisavam ser feitas, mas Ney da Matta ousou e montou seu time sem Rafinha, sem Marcos Antônio e sem Thiago Potiguar. Modificações que eu não faria em tão grande volume, mas no fim das contas Ney da Matta foi muito feliz não na escalação, mas nas substituições.
O JOGO
O CSA foi num 4-2-3-1 com Maxuell adiantado, Francisco Alex, Michel Douglas e Vanger na linha de três, Boquita e Dawhan na linha de dois volantes, e os laterais Celsinho e Raul assim como os zagueiros Thales e Leandro formavam a linha de quatro. Iniciou o jogo sendo pressionado, encontrou um Moto Club vindo pra cima, ousado, com uma postura como se estivesse jogando em casa, mas o jogo foi equilibrado pelo Azulão, conseguindo subir e finalizar bem em alguns momentos. Detalhe para uma grande partida de Vanger, que corta dois marcadores na diagonal e bate, obrigando o goleiro a fazer uma grande defesa.
O bom momento do ponta foi recompensado, o atacante foi acionado numa linda assistência de Francisco Alex, por cima encontrou Vanger que cabeceia no canto direito do goleiro, abrindo o marcador para o Azulão do Mutange e deixando o torcedor mais aliviado. Esse alívio não durou tanto tempo.
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| Vanger faz o primeiro do CSA (foto: Ailton Cruz / Gazeta de Alagoas) |
O CSA começa a marcar baixo e dá espaços, o Moto Club não se contém e vem para a briga. Aos quarenta e três minutos do primeiro tempo, Valber invade a área pela sua direita e na dividida com Thales e Leandro, cai, na visão do árbitro pênalti. Mota até chega a tocar na bola, que toma um efeito e morre no fundo das redes, o goleiro lamenta ter ido na bola, mas não ter conseguido a defesa. Moto Club empatava e a torcida franzia a testa.
O problema que se tornava agudo no CSA, na minha visão era a falta que fez Daniel Costa, o time perdeu muita qualidade na transição e o Moto Club numa marcação ferrenha, obrigava o CSA a fazer ligação direta, que dificilmente dava certo. Maxuell, que foi substituído no início do segundo tempo, pouco tocou na bola e em duas oportunidades conseguiu finalizar, mas o goleiro Márcio conseguiu garantir o empate.
O segundo tempo começa bem parecido com o primeiro, Moto Club em cima, mas o CSA começa a tomar as rédeas da partida e atacar a meta do goleiro Márcio. Maxuell agora dava lugar a Gustavinho, e o CSA deixava de ter um centroavante para ter três atacantes, com Michel centralizado. Mas onde foram as substituições chaves do CSA de fato: Dick no lugar de Celsinho, e principalmente Marcos Antônio no lugar de Francisco Alex.
O CSA seguia pressionando no ataque, e numa roubada de bola de Marcos Antônio, ele avança, entrega para Raul, que cruza e encontra Dick, que testa para o fundo das redes a incríveis 49 minutos da etapa final. O que não faltou foi emoção para o torcedor nas arquibancadas. Dick sacramentou uma vitória do CSA, mas quem equilibrou a balança foi Marcos Antônio.
O CSA foi a campo com: Mota; Celsinho (Dick), Thales, Leandro Souza e Raul Diogo; Dawhan, Boquita, Vanger, Francisco Alex (Marcos Antônio) e Michel; Maxuell (Gustavinho).
O Moto Club foi a campo com: Márcio Arantes; Bebeto, Michel, Lula e Lorran; Diogo Oliveira, Felipe Dias, Vitinho (Diego Telles), Válber e Raí (Toni Galego); Rafamar (Vinícius Paquetá).
Nota do blog a partida: 7,5 pela vontade, mas poderia ter sido melhor, recuado e com transição lenta, o CSA viu o Moto Club crescer.
O melhor do CSA na partida: Marcos Antônio entra e incendeia o jogo, não poderia ser diferente, ele é o craque o jogo.
E AGORA?
Confesso que Ney da Matta surpreendeu com tantas mudanças, porém é preciso frisar que não se pode negar que os reforços tiveram sua oportunidade. Não vimos um grande futebol, mas é preciso frisar que o time quase inteiro não havia ainda feito uma partida junto, e entrosamento meus amigos, infelizmente não se compra, não se pode nem condenar nem se exaltar jogadores numa partida tão mista.
Mas precisamos enxergar além de tudo isso: Vitória em casa e liderança, o CSA tem um início de brasileiro espetacular.
É preciso frisar como Marcos Antônio vive um grande momento, toda sua vontade, determinação, garra e força foram fatores decisivos para a vitória, em dois lances, entre 48 e 49 minutos, Marcos Antônio vence seu marcador e cruza, a bola volta para o Moto Club e Marcos a rouba novamente, entrega a Raul que cruza para Dick mandar para o fundo das redes.
É preciso reconhecer que o nome de 2017 é Marcos Antônio, a bola que esse atleta tem jogado inveja a muitos jogadores Brasil a fora, que gostariam de ser tão entregues ao clube que ostentam o escudo, como Marcos Antônio é pelo CSA.
Ney da Matta deverá ter um pouco mais de cautela ao escalar o CSA para o próximo jogo, podendo promover o retorno de alguns atletas e modificações menos bruscas no decorrer da competição, a volta de Daniel Costa deverá devolver ao CSA a boa distribuição de bola, mas não diria que a Celsinho a vaga de titular da lateral direita é sua.
Quem achou que o Moto Club vinha a Maceió para apenas apanhar, descobriu nos pés de Diogo Oliveira, Felipe Dias e Valber principalmente, que o Moto tem peças boas e não é o já rebaixado que diziam, o time é perigoso e por muitos minutos dominou o CSA, não esperem nenhum time fácil ou fraco nessa série C, esse futebol meus amigos, é o futebol do campeonato brasileiro, bem diferente do campeonato alagoano.

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