Um novo espírito: Estreia com vitória e muitos gols


 O torcedor azulino sorri pela primeira  vez após a perda do título alagoano, que já ficou para trás. O Azulão do Mutange inicia a série C muito bem em sua estreia, e contou com a estreia tanto de atletas, quanto do técnico Ney da Matta, que iniciou o campeonato brasileiro da série C com o pé direito: Vitória sobre o regular ASA. 

 O JOGO

 O Azulão foi ao jogo num 4-4-2 com Leandro e Thales com Celsinho e Rafinha na primeira linha, Dawhan e Heleno com Daniel Costa e Marcos Antônio na segunda e Thiago Potiguar e Michel adiantados, um esquema simples, que se espelhava no modelo do ASA.

 O ASA começou os primeiros minutos vindo para cima, pressionando o CSA em busca de abrir o marcador para o alvinegro arapiraquense, porém encontrou um CSA bem diferente do campeonato estadual, se comportando bem diante das subidas do ASA, porém, se mostrava um time bastante ansioso e chegava com muito nervosismo à área alvinegra.

 Marcos Antônio foi a peça que acabou com a brincadeira, aos 31 do primeiro tempo numa jogada sensacional, passa sozinho com seu marcador à esquerda (dois outros marcadores foram segurados por Michel pelo meio, puxando para a direita), o meia recebe lançamento de Thiago Potiguar, corta com a perna esquerda, que é a boa, e chuta com a perna direita na saída do goleiro, abrindo o marcador para o Azulão do Mutange e fazendo seu primeiro gol com a camisa do CSA, carimbando duas grandes temporadas do meia e finalmente presentado com um gol, que já estava mais do que merecido pelas boas atuações. 

 Marcos Antônio teve uma obediência tática impecável, iniciou o jogo como meia  esquerdo e voltava para marcar com grande explosão, além de conseguir fazer bem uma compactação ofensiva, vencendo os duelos contra seus marcadores e chegando à meta de Carlão com relativa facilidade. O meia foi peça chave para desequilibrar o meio de campo do lado esquerdo,

Marcos Antônio abriu o placar para o Azulão (imagem:GloboEsporte.com)
 Se do lado esquerdo Marcos Antônio chegou com perigo, do lado direito tinha Michel. O estreante promissor, aos 44 do primeiro tempo não entra na área alvinegra, mas passa por Eron na entrada da área, chuta de canhota e numa pintura no cantinho de Carlão, abre o placar. É preciso destacar que há muito tempo não se via atacantes marcando gols pelo CSA. Michel mostra-se promissor e pode ser  uma peça de desequilíbrio, jogou com confiança e conseguiu em sua estreia estufar as redes, embora seja um jogador de ponta, tem bastante presença de área. 

 O segundo tempo foi marcado pela ineficiência do ASA, que não conseguia chegar à meta defendida por Mota. Kível ilhado, pouco podia fazer, e o CSA apenas via o ASA repetidamente levantar bola atrás de bola na área, todas vencidas ou pela zaga  azulina ou pelo goleiro Mota. O alvinegro chegou em alguns momentos a chegar com perigo com bolas na trave, mas a recomposição do CSA estava atenta e conseguia tirar as bolas perigosas. 

 Boquita e Dick estrearam pelo Azulão. Destaque para os passes de Boquita, visão de jogo e muita competência na hora do passe, um jogador de qualidade diferenciada com toda a certeza. Dick não se viu tanto para se analisar a fundo, mas não comprometeu, corta bem para o meio, tem bom passe e boas inversões de jogo, ao invadir a área acaba sofrendo o pênalti que Vanger converte com categoria.

 É interessante que o time continua agredindo o ASA mesmo com seus três a zero na conta, as substituições do técnico Ney da Matta não são para fazer contenção ou segurar qualquer ímpeto do ASA, são substituições para manter seu time à frente. Estratégia muito bem aceita pelo jogo. O ASA nos minutos finais começa a apertar pela necessidade do resultado, mas vê um CSA que sabe sofrer, espera e contra-ataca com extrema velocidade, terminando inclusive com a expulsão do volante Leanderson.

 Aqui frisamos que o CSA evoluiu, chega a frente com mais qualidade, agride o adversário com seus atacantes, não mais com volante, e com uma obediência tática exemplar, aprovo o primeiro jogo do técnico Ney da Matta, e torço para que a sequência boa continue.

 E AGORA?

 Bem, é preciso reforçar que o CSA ao mudar de técnico, teve a postura de sua espinha dorsal alterada. O que quero dizer? Bom, exceto Michel, todos os jogadores que estavam jogando, são os mesmos que terminaram o campeonato alagoano, e na tarde desse domingo, o que vimos foi um time com um espírito diferente, aguerrido, comprometido. 

 É difícil falar apenas observando, mas logo se vê que Ney da Matta tem um estilo de jogar completamente diferente de Oliveira, Ney prioriza a organização, não se vê por exemplo Heleno avançando tanto em seu esquema, que era um 4-4-2 com Potiguar e Michel a frente, Prioriza a guarda de suas funções e a organização em campo. O técnico tem uma forma bem diferente de trabalhar. 

 Agora é se  concentrar para continuar com esse bom desempenho nas próximas rodadas, a série C é um campeonato longo que exige trabalho e dedicação, mas gostei muito do que vi. O CSA abriu o marcador e tirou o peso de suas costas, teve inúmeros passes certos, teve posse de bola, permitiu que o ASA jogasse sem comprometer e mais importante: Jogou com organização, com a bola ao chão, chegando ao gol do ASA por baixo, sem afobação. 

 O técnico Ney da Matta a todo momento gesticulava e conversava com os atletas, chamando-os quando necessário e em paradas para dar instruções, ativo e motivado, a todo momento corrigia onde via deficiências. É notório que o técnico estudou o ASA e percebeu que o time continuava o mesmo time do campeonato estadual, jogando em função do artilheiro Kível, anulou o centroavante, o ilhou de seus meias e conseguiu fazer com que o goleiro Mota pouco fosse acionado. O CSA estreia com muita convicção do que  quer. 

 É importante reforçar que mesmo com a bela estreia de Michel, a falta que fez um atacante de área após sua saída permanece, e a certeza é de que a diretoria busca de todas as formas trazer um centroavante para continuar com a sua caminhada rumo à série B.

  Nota do blog a partida: 9,0

 O melhor em campo: Marcos Antônio conseguiu tanto armar, quanto roubar a bola, quanto desarmar, defender e agredir a meta do goleiro Carlão, mesmo quanto foi para a volância, o meia continuava atacando e recompondo extremamente bem.

 CSA foi a campo com: Mota; Celsinho, Thales, Leandro Souza e Rafinha; Dawhan, Marcos Antônio, Everton Heleno (Boquita) e Daniel Costa (Vanger); Michel (Dick) e Thiago Potiguar.

 O ASA foi a campo com: Carlão; Douglas (Everton), Eron, André Lima e Airton (Léo Campos);
Mazinho (Djalma), Juninho, Leanderson e Jhulliam; Tiago Souza e Leandro Kível

Comentários

  1. Ótima estreia do CSA, não conseguir comparecer ao estádio. CSA Agora, dentro das quatro linhas ta com uma postura diferente dos jogos passado?

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