Preocupante: Teste com time da série C evidencia a falta de organização do CSA


 Muitos torcedores culpariam jogadores apenas pelo fiasco que vem sendo o CSA, o que já estava tirando torcedores do CSA do sério, hoje começa a tornar as coisas insustentáveis. O CSA evencia uma falta muito grande de um padrão de jogo, evidencia a desorganização de um time que parece entrar em campo para a disputa de um racha. 

 Fato é que já havia publicado no último post: O ASA tem uma organização tática, joga em função de seu centroavante, mas não pode ser ignorado que o alvinegro ainda tem outros 10 em campo, a mesma falha que comete o Coritiba, o CSA cometeu na tarde deste domingo, marcam com intensidade Leandro Kível, e na bola parada quem sobe é Eron. O mesmo filme. Parece que o CSA não conhecia o seu adversário, nem de longe.

 Oliveira não pôde contar com Jacó, mas mesmo com um centroavante de ofício no banco (Jeam, que inclusive nunca jogou na sua posição de origem pelo CSA), opta pelo fraquíssimo Alex Henrique. Um a menos, difícil até mesmo dominar a bola, a situação do meia é complicada, jogar como atacante sem o ser de ofício, já não tem boas atuações, ainda jogar fora de posição? Oliveira não poupou o CSA e a torcida de mais uma atuação ruim do meia. 

 O que mais preocupa é o meio, que não joga bem nem para frente, nem para trás, melhorou no segundo tempo, mas não conseguiu ser incisivo, todas as jogadas do CSA paravam antes de chegar próximo, o time inteiro do CSA jogava para trás, e os volantes não conseguiram dar sequência, e quando a bola chega na frente, novamente ninguém se apresenta. As linhas extremamente afastadas.

 Panda novamente tem atuação abaixo do esperado, não conseguia dar sequência a jogadas, era facilmente desarmado, a bola não parava no volante. Heleno tentava, tentava, mas a zaga bem postada do ASA não permitiu sua passagem, além do mesmo Heleno fazer mais a função de um meia do que a de um volante efetivo. 

 Os laterais, só tivemos um: Rayro mostrou vontade e tentou muitas jogadas, mas a falta de um padrão de jogo acaba com qualquer construção de jogada. Denilson novamente faz uma apresentação ruim e tem que parar seus adversários na falta, por perder, seja na velocidade, seja na técnica, pouquíssimas eram as vezes que o lateral conseguia vencer numa jogada. Os atacantes? Oliveira não entrou com um, Cleyton pela ponta, Daniel Costa pela outra e Alex Henrique centralizado, nenhum atacante de fato, apenas meias.

Rayro foi um dos poucos que dava sequência a jogadas (foto: Alisson Frazão / Ascom CSA)
 Poderia até amanhã escrever os absurdos buracos nas linhas, o posicionamento ruim, a falta de homens na área, não vencer uma bola aérea, inclusive no gol adversário, parar os contra ataques, lentidão na transição, lentidão no passe, mas me limito aqui a dizer o que interessa:

 O time não tem padrão. São onze em campo que não sabem o que fazer, e a impressão é que se trocar por outros 11 completamente diferentes, o CSA vai continuar sem padrão, improvisos e falta de organização, se algo não for modificado. Talvez a diretoria precise rever Oliveira Canindé. 

 Não porque o técnico seja ruim, mas porque o próprio técnico não vem se ajudando, escalando mal, mexendo mal, indicou Vanger, como um dos que poderia vir e somar, e o atleta não teve mais oportunidades. Jeam, Didira e outros fora, enquanto jogadores saturados continuam no time titular, e em todo jogo há uma falta de sequência, mudanças radicais no time. 

  A vitória por 1x0 no clássico segurou a popularidade de Oliveira por um tempo, mas o treinador continua dando sinais de insistência em peças nulas, indicou jogadores que não jogam, e sua popularidade está a beira de um precipício.

 Está chegando a hora da diretoria decidir: Ou mantém sua popularidade viva, ou mantém-se junto com Oliveira Canindé, está se tornando cada  vez mais evidente que o técnico não consegue mais montar um time, não pela falta de elenco, mas pela falta de tática, pela falta de organização, pela falta de treinamento. 

 Será que a diretoria irá em prol do seu projeto, bancar Oliveira Canindé? É uma escolha, mas a diretoria tem que saber que sua popularidade pode ir pelos ares nos próximos dias. 

 O CSA foi a campo com: Mota, Denilson, Leandro Souza, Thales, Panda (T.Potiguar), ,Rayro, Cleyton, Everton Heleno, Alex Henrique (Soares), Daniel Costa (Didira) e Marcos Antônio.

 O ASA foi a campo com: Cetim, Douglas, Eron (Anselmo), André Lima, Léo Campos (Gaspar), Mazinho, Leanderson, Juninho, Doda, Téssio (Jean Carlos) e Leandro Kível.

  Nota do Blog a partida: 4,0 (Ofensivamente, o CSA é desorganizado, não tem contra-ataques promissores, é lento na transição e as linhas ficam absurdamente distantes, em alguns momentos jogadores ficam ilhados esperando o companheiro se aproximar, péssima apresentação do Azulão.)

 O Melhor da partida: Goleiro Mota, sempre mostrando regularidade, no lance do gol, falha de marcação do capitão Leandro Souza, que subiu junto com Eron, mas permitiu o cabeceio do zagueiro.

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