O CSA e o CRB voltam a não apresentar bom futebol, e sentem que o resultado não é satisfatório, mas para o CSA o golpe foi mais duro: Vê seus rivais distantes na tabela e sofre com o perigo da não classificação para as semifinais do campeonato alagoano, Oliveira Canindé não entrou na pilha e escalou um time novamente, diferente.
Mais uma escalação ousada: Oliveira Canindé saca Daniel Costa da titularidade e entra novamente com um time muito modificado. O CSA entra em campo sem nenhum meia de criação. Everton Heleno inicia no time de forma inusitada: Muito mais próximo dos meias e formando uma linha de quatro homens, com Potiguar, Cleyton e Marcos Antônio, num 4-1-4-1 com Dawhan entre as linhas fazendo a contenção e Marcos Antônio auxiliando.
O contrário do que fez contra o ASA, quando Oliveira não entrou com atacantes, dessa vez quem não teve lugar foram os meias, Didira e Daniel Costa foram para o banco de reservas.
O contrário do que fez contra o ASA, quando Oliveira não entrou com atacantes, dessa vez quem não teve lugar foram os meias, Didira e Daniel Costa foram para o banco de reservas.
Complicado. Não precisa ser bom entendedor de futebol para ver que Everton Heleno não é um meia de organização, é um volante ofensivo, ou mesmo um meia ofensivo, que pode até desempenhar o papel do homem que agride a defesa, como faz, mas, longe de fazer a função que Daniel Costa, ou mesmo Didira têm capacidade: Distribuição de jogo.
O resultado dessa escalação foi um CSA com um meio totalmente travado, erros e mais erros de passe e uma distribuição de jogo ruim, se é que podemos dizer que houve, o que houve foi um volante ocupando o espaço de um meia de criação. O CSA esbarrou nesse problema e precisou acionar as laterais como forma de consertar isso.
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| Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas) |
Novamente, o CSA depende da qualidade individual dos jogadores, e só consegue chegar na meta do goleiro Juliano dessa forma: Na qualidade individual. Oliveira Canindé mais uma vez muda seu time, mais uma vez não apresenta bom futebol.
Destaco que o CSA melhorou sim no segundo tempo, com as entradas dos meias e de Soares, mas ratifico: O CSA é um time mal treinado. Na minha concepção, o time do CSA não apresenta padrão de jogo e carece de jogadas, vou lhes explicar isso com uma jogada que aconteceu ainda no primeiro tempo: Celsinho se prepara para bater falta, Cleyton está do seu lado esquerdo, totalmente desmarcado, o CRB se prepara para bola aérea, o jogador não observa isso, cruza e a defesa tira, não observando uma jogada trabalhada.
Cito outro: Jacó recebe pela direita, sob forte marcação cruza e não tem ninguém na área, absolutamente ninguém. Que treinamento estão recebendo estes jogadores, para não saberem sequer posicionamento? E pior, em conjunto.
A entrada de Didira e Daniel Costa deram melhor movimentação ao time, mas Oliveira tira um centroavante (Jacó), e coloca um meia, tendo em seu banco Vanger e um outro centroavante de ofício (Jeam), bola trabalhada, mas sem ataque. Jacó chega a fazer um gol em impedimento, e sozinho, sem um meia de organização, poucas foram as suas chances, mas ainda assim foi um dos destaques.
Ratifico e vou dizer aos torcedores: Não é elenco. O problema do CSA não é elenco, ou pelo menos não é apenas elenco, se o elenco já é limitado, Oliveira está amarrando uma pedra no pescoço de cada um, o time do CSA é um time mal treinado, é um time que precisa de muito talento individual, como foi na vitória do CSA sobre o CRB por 1x0,
Dawhan, uma peça fundamental do CSA, permanece no time e Marcos Antônio o substitui, o volante jovem permaneceu em campo mesmo mancando, Oliveira não o poupou no fim do jogo, arriscar o melhor volante do CSA a se lesionar? Não me parece sensato.
Agora o CSA tem uma situação diferente do rival: Está muito abaixo na tabela e precisa se recuperar. Fato é que Oliveira Canindé precisa rever seus conceitos, mais uma coletiva em que Oliveira exalta a atuação do time, talvez uma piada de mau gosto, num jogo em que nenhum dos goleiros fez uma defesa. Não, Oliveira, a atuação não foi boa, mais uma vez.
A série C bate a porta, e a situação do CSA começa para o torcedor a ficar preocupante. Oliveira foi o primeiro técnico a iniciar os trabalhos, impressionantemente um dos que não consegue dar sequência de trabalho, a exemplo do Murici, de lanterna vai a acima do CSA com apenas uma mudança: A de técnico.
Não digo aqui que Oliveira precisa ir embora, mas já faz tempo que o técnico sequer apresenta um padrão de jogo, um time titular ou mesmo um time que jogue bem (considere que hoje teríamos bicho, jogadores iriam querer mesmo perdê-lo?), agora as coisas estão complicadas, e o torcedor não é bobo, o time não evolui mais.
Oliveira novamente em suas coletivas apresenta falar bonitas, colocações vazias e novamente justifica o fiasco de futebol o negando: "Jogamos bem." Não Oliveira, temo que isso não seja verdade, ou talvez, seja para o senhor.
Meu desejo, como blogger e também torcedor que vos escreve, é que todo o fiasco que vem sendo o futebol do CSA, não respingue em Rafael Tenório, mas vejo com muita atenção, um Oliveira Canindé que não parece, ao menos para mim, escalar bem, não parece treinar bem, e vejo que continuar de braços dados com um projeto de desclassificação, pode custar muito caro.
O CSA se complica, e o torcedor que abraçou com tanto carinho esse projeto, novamente sai do estádio magoado, amargurado.
O melhor da partida: Dawhan conseguiu desenvolver novamente um bom futebol, mantém a regularidade, e mesmo fisicamente esgotado, se doa em campo. Menção honrosa ao zagueiro Thales, mostrando que não quer banco.
O CSA foi a campo com: Mota, Celsinho, Thales, Douglas, Rayro, Dawhan, Marcos Antônio (Didira), Everton Heleno, Thiago Potiguar, Cleyton (Soares) e Jacó (Daniel Costa).
O CRB foi a campo com: Juliano, Marcos Martins, Boaventura, Gabriel, Diego, Adriano (Jorginho), Yuri, Chico, Danilo Pires (Jocinei), Mailson e Elias (Neto Baiano)


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