Maurílio Silva dá aula de tática e comprova que estudou bem o CSA


 Nem bem iniciou o jogo, e o CSA já se viu envolvido no esquema tático do ASA, o time alvinegro ditava as regras do jogo e o CSA acabou aceitando essa marcação. O técnico Maurílio Silva manteve a postura do seu time, como o fez na maioria dos jogos, seja pela Copa do Brasil, seja pelo Alagoano, o ASA joga num modelo simples, mas que dá muito certo. 

Eron decretou a vitória do ASA em jogada trabalhada (foto:Alisson Frazão/ Ascom CSA)
 Obediência tática foi fundamental para que o ASA abrisse o marcador logo aos 17''. O sistema do time de Arapiraca não era um time tão ofensivo quanto se imagina, mas era um time com um bom encaixe de marcação, que jogava espelhado no CSA e forçava seu erro, o CSA além de não ter um atacante de origem, não conseguia passar pela defesa do time alvinegro,que foi moldado em duas fortes linhas de 4. Veja: 


(imagem:GE)

 Já o CSA foi exatamente o contrário, o time foi moldado a base do improviso, com Rayro como ponta esquerda, Marcos Antônio como lateral-direito, e Alex Henrique como centroavante falso 9 num 4-2-3-1 ineficiente, diante de um sistema de marcação melhor:

(imagem:GE)

 Mais do que claro que o gol do ASA também é uma jogada ensaiada, ela já aconteceu exatamente da mesma forma contra o Coritiba, Eron é uma boa arma na bola aérea e se esconde na sombra de Leandro Kível, que é muito marcado por ser seu principal artilheiro. 

 Oliveira Canindé não consegue mais modificar seu sistema ao que parece, sempre joga num 4-2-3-1 falso 9, com um meia improvisado como atacante, Everton Heleno quebrando a linha de 2 e se juntando aos meias formando uma linha de 4, o problema é que o ASA já esperava isso, fechou-se em duas linhas com 4 homens e segurou o CSA, jogando no contra-ataque. 

 As substituições melhoraram um pouco o CSA, que começou a ultrapassar as linhas do ASA, mas ineficiente, quando passava a primeira linha, ficava preso na segunda, sem organização, facilmente envolvido pelo esquema montado por Maurílio Silva. Cleyton arrisca de fora da área e leva algum perigo, mas nada que obrigasse o goleiro Cetim a fazer grandes defesas.

 Obediência tática essencial, marcação forte, parando contra ataques do CSA sem falta, colocando sempre a bola para lateral, o CSA aceita essa marcação e não consegue se impor. Oliveira Canindé não foi derrotado somente dentro do campo, mas fora dele também. 

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