Um jogo emocionante. Todos os torcedores que foram à Arapiraca voltaram emocionados diante do que o CSA fez em Arapiraca.
Sim, o ASA era dado como favorito por inúmeros comentaristas esportivos e por muitos cronistas, que citavam o alvinegro de Arapiraca como time mais regular do campeonato. É fato que o alvinegro fez uma campanha boa e bastante regular, mas já dizia: O CSA tem um elenco melhor do que o ASA, lhe faltava uma forma, um molde.
O CSA chegou ao final do campeonato sem um time titular 100% definido, desacreditado, com tropeços e nos trancos e barrancos. Mas é o futebol quem prevalece, e o CSA venceu o ASA dentro dos seus domínios, como fez em 2016 contra o Ituano, destruiu a vantagem do ASA e ampliou sua própria.
Uma arbitragem confusa, expulsões que poderiam ser melhor contornadas, e culminou na expulsão de Thiago Potiguar e de Mazinho, além de Diego Góis, no banco do ASA, uma arbitragem deficiente e complicada, com muitos erros para um lado e para outro.
O jogo começou frenético, o CSA começou melhor e encontrou um ASA bastante recuado. e o Azulão retomou os espaços e pressionou o ASA, e numa bola parada, Rafinha abre o placar batendo de longe e fazendo uma pintura explodir o Municipal de Arapiraca em azul e branco. O CSA aos seis do primeiro tempo já pulverizava a vantagem que o ASA tinha.
O primeiro tempo foi todo do Azulão do Mutange. O lateral alvinegro Douglas subia muito e permitia Rafinha dominar os espaços pela esquerda, onde surgiam as melhores oportunidades. Vanger do lado direito abria espaços e puxava a marcação, abrindo espaços para que o meio funcionasse melhor, o CSA vai com três homens de frente, mas nenhum homem de referência.
Leandro Kível simula uma falta e Thales passa pouco de ser expulso, toma um cartão amarelo e Kivel continua incomodando, Thales tem um entorse no tornozelo e é substituído por Leandro, que mantém a segurança. Heleno começa a jogar mais adiantado, com Didira fazendo sua cobertura, e continua partindo pra cima. Melhor no quesito ofensivo, consegue fazer uma transição ofensiva eficiente, participou de todas as boas jogadas ofensivas e é um dos mais lúcidos em campo.
Daniel Costa não entra bem, mas não compromete, o CSA vai ao vestiário com o ASA com o placar em 1x0 para o Azulão do Mutange. O Segundo tempo foi marcado pelo ASA vindo desgovernado para cima do CSA, melhorou no segundo tempo, mas encontrou um CSA preparado para o contra-ataque e viu ironicamente nos pés de Didira sair o gol da classificação do CSA, Rayro faz boa jogada e toca para Didira que empurra para o fundo do gol.
O goleiro Mota brilhou novamente com a camisa azulina, aos 30' Mota divide uma bola com Jeferson Baiano e o árbitro entende como penalidade para o ASA, Kível bate do lado esquerdo e Mota numa defesa espetacular defende. A torcida azulina mais uma vez explodia no Coaracy da Mata. Bateu no peito e se consagrou.
O ASA até encontrou o caminho do gol após bate-rebate na área, Thiago guarda para o ASA, mas não é suficiente para incomodar o CSA, que poucos minutos depois, vê sua classificação garantida para a grande final do campeonato alagoano.
A partida nos mostra algo: O CSA de hoje foi um CSA mais maduro, um CSA que soube lidar com a pressão e conseguir fazer seu placar, mostrando mais uma vez que o problema do CSA passa longe de ser elenco, finalmente o CSA consegue jogar convencendo, na reta final e na emoção mais uma vez o CSA consegue se classificar.
Oliveira Canindé montou um time para vencer, para ir pra cima, não um time voltado para trás como foram as últimas escalações. A triangulação composta pelos homens de frente foi rápida e o CSA teve velocidade, impulsionada por Rafinha, Celsinho e Heleno, que empurraram o CSA para frente, e o ASA para seu campo de defesa.
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| Jogadores vibram com gol de Rafinha (foto: Alisson Frazão / Ascom CSA) |
A pressão que o CSA tinha para fazer o placar era muito grande, mas o Azulão com o peso da sua camisa, pela personalidade dos jogadores, conseguiu sair classificado de Arapiraca. E isso é um trunfo que o CSA de 2017 tem sobre o de 2016: Conseguiu pulverizar uma vantagem e conseguiu fazer seu próprio placar, o CSA de 2016 não chegou à final sofrendo tamanha pressão.
Agora é se preparar para a grande final, o CSA está pronto e pode sim, com toda a certeza levantar a taça de campeão alagoano, a tão desejada 38ª.
Nota do blog a partida:9,5. Sem dúvidas a melhor partida do CSA no campeonato alagoano, o que vimos em 45 minutos em Maceió, vimos em 90 minutos em Arapiraca.
O melhor da partida: Mota, novamente o goleiro se destaca, além de inúmeras defesas, o goleiro pega um pênalti e garante vitória do CSA em Arapiraca. Menção honrosa ao volante Everton Heleno, que participou de muitas boas jogadas ofensivas, e conseguiu dar sequência a inúmeras jogadas de perigo.
O CSA foi a campo com: 1 - Mota, 2 - Celsinho, 3 - Thales (Leandro Souza), 4 - Douglas Marques, 6 - Rafinha, 5 - Dawhan, 8 - Everton Heleno, 10 - Daniel Costa (Rayro), 19 - Didira (Cleyton), 9 - Thiago Potiguar (expulso).
O ASA foi a campo com: 1 - Cetin, 2 - Douglas, 3 - Montoya (Léo Campos), 4 - Eron, 6 - Airton, 5 - Mazinho (expulso), 7 - Juninho, 8 - Leanderson, 10 - Tessio (Jeferson Baiano), 11 - Jean Carlos, 9 - Leandro Kível.

Daniel Costa na minha opinião não deveria entrar como titular, ta em uma má fase, muito lento e sem pegada. Teve um lance que ele podia correr pra fazer o gol, preferiu tocar de letra para tras onde o adversário pegou a bola..
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