Muitas pessoas não entendem bem o esquema de Oliveira Canindé, e por vezes é difícil a compreensão do esquema utilizado por ele em algumas de suas partidas, por isso, criamos essa matéria para aquelas pessoas interessadas em tentar entender o esquema, e o porquê dele não funcionar tão bem como a torcida gostaria.
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| Obina era o "verdadeiro" falso 9 no esquema de Oliveira Canindé (foto: Ailton Cruz/ Gazeta de Alagoas) |
Bom, primeiramente vocês tem que entender que esse falso 9 geralmente é utilizado em dois esquemas principalmente, porém ele pode ser usado em outros esquemas aos quais se usam pontas, esses dois principais esquemas são: o 4-3-3 e o 4-2-3-1.
Note que temos aqui dois esquemas com pontas, porém um sem homem a frente e outro com, porém, o homem adiantado, no esquema do falso 9, não é de fato uma referência, um homem que recebe bolas e as finaliza a gol apenas.
Geralmente esse falso 9 não é um centroavante, principalmente pelo fato da principal característica do centroavante ser na grande maioria das vezes a falta de mobilidade, mas uma boa presença de área. Normalmente essa peça é um meia, que tem como, na maioria das vezes como caraterística a velocidade, o drible, é o jogador que não se prende na frente, consegue voltar, tem liberdade para armar, puxar contra-ataques, entre muitas outras funções.
Percebe como é complexa a função do falso 9? Para colocar um jogador nesse posição, este tem que ter uma grande qualidade técnica para desempenhar essa função de forma satisfatória. Para se ter uma ideia de quão complexa é essa função, basta saber quem é o seu maior exemplo no mundo: Apenas Lionel Messi.
Em 2016, Oliveira encontrou um homem para ser seu falso 9: Obina conseguia voltar, armar, finalizar e dar assistências, além de fazer um bom pivô em alguns momentos. Esse era o primordial no esquema que Oliveira gosta, o atacante técnico, o que não agride apenas, mas sim o que pensa, arma, volta, abre espaços, atrai a marcação e permite que meias ou pontas (Cleyton), funcionem como poder de fogo.
Antes disso, a posição ficava com D. Denner, que conseguia fazer a mesma coisa de forma um pouco mais simplificada, era menos móbil, mas protegia bem a bola e conseguia atrair para si a zaga. Para quem se lembra da virada em 2016 por 2x1 sobre o rival, Denner conseguiu atrair a zaga para si, esperar a passagem de Japão Paulo e só aí de modo leve passar a bola, para João Paulo (ponta), finalizar a gol e marcar o gol de empate. No esquema titular o ponta em questão era Soares, que nessa posição, conseguiu se tornar artilheiro no alagoano, assim como Cleyton conseguiu se tornar artilheiro no brasileiro.
Antes disso, a posição ficava com D. Denner, que conseguia fazer a mesma coisa de forma um pouco mais simplificada, era menos móbil, mas protegia bem a bola e conseguia atrair para si a zaga. Para quem se lembra da virada em 2016 por 2x1 sobre o rival, Denner conseguiu atrair a zaga para si, esperar a passagem de Japão Paulo e só aí de modo leve passar a bola, para João Paulo (ponta), finalizar a gol e marcar o gol de empate. No esquema titular o ponta em questão era Soares, que nessa posição, conseguiu se tornar artilheiro no alagoano, assim como Cleyton conseguiu se tornar artilheiro no brasileiro.
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| No esquema de 4-2-3-1 de 2016, Obina abria espaços, bem aproveitados por Cleyton |
Já em 2017, quando Oliveira opta por um esquema utilizando o falso 9, o fez em alguns momentos utilizando Alex Henrique na referência e Daniel Cruz na ponta direita, o esquema não funcionava porque o falso 9 não abria espaço para os ataques dos demais jogadores, o time morria em contra ataques e por mais uma vez, para alguém que ao menos tenta estudar o bom futebol, era sofrido ver o próprio ataque confuso, entre Daniel Cruz e Alex Henrique ocupando o mesmo espaço, além de ninguém chegar como homem surpresa para finalizar a gol.
Esse foi um dos principais motivos da dupla ter sido sacrificada pela torcida, uma grande responsabilidade para dois jogadores comuns, Alex Henrique não conseguia fazer o falso 9, e Daniel Cruz não conseguia fazer a ponta, o time foi parado pela própria limitação.
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| Em 2017 Alex Henrique fica com a função, mas não a desempenha bem |
Em Sergipe chegou a vez de Soares utilizar a função, mas pouca estatura, a falta da forma física primordial e falta de ritmo de jogo atrapalharam o rendimento do garoto, que quando foi para a ponta conseguiu desempenhar um futebol melhor, o do verdadeiro Soares, o ataque na diagonal é a especialidade do garoto, que em sua primeira ida em diagonal, finalizou, o goleiro espalmou, Jacó pegou o rebote e deu com açúcar para Everton Heleno empurrar para o fundo das redes.
Por outro lado, existem muitos atacantes móveis, que são aqueles que saem da área de forma razoável, que são a maioria dos atacantes atualmente. Os atacantes fixos são os mais clássicos, e para isso, normalmente se precisa de um meio de qualidade, como é o caso de Fred, atualmente no Atlético - MG.
Existem também os atacantes muito móveis, que a todo momento saem da área e se movimentam para receber a bola e finalizar a gol, temos esse exemplo perto, Leandro Kível desempenha um bom futebol com a liberdade que tem no esquema do Asa de Arapiraca.
Espero que tenha tirado algumas dúvidas de muitos que por vezes não entendiam principalmente a decaída de Cleyton, entre outras dúvidas que pudessem ter. Se errei em algo, por favor deixem nos comentários, por mais que qualquer pessoa estude determinado assunto, está sujeito a errar. Muito obrigado pela visita.



Muito bom!
ResponderExcluirParabéns pelo texto.