Determinação e foco: Torcida azulina aplaude crescente de Marcos Antônio


 Já dizia Minotauro (O lutador): "Vontade todos têm, mas o esforço pra alcançar é outra história."

 Marcos Antônio retornou ao CSA em 2016 com a promessa de uma forte mudança, a sua passagem em 2015 foi marcada por entradas duras, excesso de cartões e problemas em campo, terminou até apelidado por alguns torcedores como MMArcos Antônio. 2015 não foi um ano bom pro CSA, nem dentro, nem fora de campo, e Marcos tava num barco que não tinha como navegar, o CSA não passou pelo Coruripe nas semifinais e terminou caindo. 

 Rafael Tenório assume o CSA em 2015 e contrata Oliveira Canindé, que monta seu time para o estadual, sem Marcos Antônio. O time chegou à final e só caiu para o seu maior rival, mas conquistou o tão sonhado calendário para o resto do ano e o CSA continuou o planejamento, enquanto isso, juntamente com Kelvin, Ex-CSA, Marcos era campeão mineiro do interior pelo URT. 

 Foi então que a notícia começou a ser divulgada: Oliveira Canindé havia pedido o retorno do volante Marcos  Antônio. E dividiu opiniões. Muitos não queriam o retorno do meio-campista, alegando que era muito grosso e lhe faltava técnica, já outros diziam que o volante era um bom jogador, apenas que precisava de  um tempo. Fato é que Marcos Antônio voltou ao CSA no segundo semestre de 2016.

 Seria a quarta passagem pelo CSA do Volante, que atuou nas campanhas de 2009 e 2010, além da campanha de 2015, todas as três com passagens ruins, não pelo futebol em si, mas pelos momentos ruins que vivia o CSA, tombo atrás de tombo. Marcos Antônio chegava para a sua quarta passagem, e muitos torcedores achariam que seria mais do mesmo. Estavam enganados.

 Raça. É a palavra que descrevem o jogador hoje. O volante em 2016 atuou em 12 jogos: 5 vitórias, 3 empates e 4 derrotas, e mostrou ao torcedor que era merecedor da titularidade. Fez um jogo contra o Ituano (jogo do acesso) com perfeição, chegando ao ponto de mesmo caído, conseguir desarmar o jogador, sob os aplausos do Rei Pelé lotado.

 Não atuou apenas bem nas vitórias, na final contra o Volta Redonda se negava a entregar a toalha e chutava a gol, tentava de todas as formas resolver, fato é que o time na época estava limitado pelas saídas de Cleyton e Douglas, e por vários outros  fatores perdeu, mas Marcos Antonio permaneceu lutando bastante em campo do começo ao fim.

Volante mostrou muita determinação com a camisa do CSA (foto: Alisson Frazão/ Ascom CSA)

 Em 2017, Marcos Antônio deixa de ser titular, e volta a condição de reserva, o que despertou a irritação em muitos torcedores que criticaram o técnico Oliveira Canindé, por manter Marcos no banco. Entrava na maioria dos jogos no decorrer da partida, e normalmente entrava muito bem. 

 Quando o CSA entrou em seu momento turbulento, principalmente na segunda derrota para o Itabaiana, Marcos Antônio não integrava o time titular, e isso foi muito cobrado de Oliveira, já que uma falha individual de Panda se gerou o gol da vitória do Itabaiana. 

Quando o CSA começou a se reerguer, contra o CRB, Marcos foi peça fundamental para a vitória, marcando forte e vencendo praticamente todas as jogadas contra os meias velozes do CRB. Os números do volantes pelo CSA em 2017 também não são ruins: 6 vitórias (Murici, ABC, Sete de Setembro duas vezes, CRB e Coruripe) 2 empates (CRB e Murici) e 3 derrotas (CRB, Sport e Itabaiana no Rei Pelé)

 A torcida aplaudiu o empenho de Marcos Antônio, que vem honrando a camisa do CSA e fazendo jogos com muita vontade. Muitas vezes, quando falta a técnica, a vontade se torna o maior combustível, e parece que nisso, Marcos Antônio é muito bom. Não apenas na vontade agora, mas a técnica do volante se tornou eficiente, forte e precisa.

Titular no jogo do acesso, Marcos Antônio comemora junto aos companheiros ( (Foto: Thiago Davino))
 Evolução. Marcos Antônio evoluiu, e chegou ao alto, esperam os torcedores que mantenha essa vontade e essa regularidade, pelo CSA ou por qualquer outro clube que atue, o futebol respira, o futebol é isso, empenho e dedicação. Parabéns ao volante pela grande evolução em tão pouco tempo, tanto a evolução do futebol, que se tornou um futebol muito bom, como no aspecto psicológico, menos cartões, menos brigas, e muito futebol.

 A torcida já escalou o volante em seus esboços de times e acredita que o jogador merece a titularidade, pelo menos por enquanto. Esperemos que o futebol sempre melhore. 

  Esforço. A torcida azulina aplaude essa palavra sempre que a vê estampada em um jogador que veste a camisa azul e branca. Não é fácil encontrar jogadores que tenham realmente uma vontade muito grande de mostrar seu potencial, de dar o seu melhor, de suar em prol do clube. 

 Em parte não é culpa do jogador, a maioria está certo. São profissionais e vão jogar pelo clube que lhe pagar, não é pecado não amar o clube, ou até mesmo não gostar, mas é obrigatório respeitar, isso sim. A torcida azulina é uma torcida desconfiada por natureza, principalmente com quem já jogou no seu maior rival, mas aos poucos, com demonstrações de empenho, os profissionais como Marcos Antônio e Thiago Potiguar mostram que em nada influi essa passagem, e que ela ficou no passado.

 Sim, ambos jogaram pelo rival, e juntos na mesma época. Curioso não? Pois é. E o importante é que comprovaram estar  dedicados ao azulão do Mutange.

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