CSA e CRB jogam muito mal: Mota brilha no segundo tempo e garante empate

 Desde 2006 não presenciávamos o fenômeno do clássico sem gols.

 Olhar e tentar falar algo de um jogo pobre desses é no mínimo lamentável. Para os dois lados. 

 O CSA não fez um bom jogo, se  tornou um jogo cheio de passes errados, desorganizado, o jogo se tornou extremamente cansativo, desgastante e acabou terminando em um placar combinando com a atuação de ambos os clubes: 0x0. 

 Não é um exagero, o jogo foi tecnicamente fraco, talvez a falta da torcida tenha esse efeito, ou mesmo a não importância de um jogo que já não valia tanto, mas o fato é que o clássico teve poucas jogadas trabalhadas e um absurdo índice alto de erros, de passe, de cruzamento e finalização.

 Oliveira moldou o CSA como foi no último clássico, 4-2-3-1 com praticamente o mesmo time, apenas contando com o retorno de Leandro e Thales voltando ao banco de reservas. O grande problema é que Léo Condé imaginou que Oliveira faria isso e armou um time espelhado no de Oliveira, pontas e laterais se tornaram os pontos fortes do CRB.

 A primeira oportunidade do CSA veio com Jacó, com passe de mestre dado por Daniel Costa, encontrou Jacó livre pela esquerda, que não teve paciência e chutou rápido demais, trazendo perigo, mas não precisando da interferência do goleiro Juliano, o atacante perdeu um gol incrível. 

 O CRB respondeu rápido: Mailson foi acionado na esquerda e passou como quis por Celsinho (que fez de longe uma das suas piores partidas) e Douglas, chutando e obrigando Mota a fazer grande defesa, comprovando que Mailson não pode ser marcado no 1x1, Oliveira percebeu e colocou Marcos Antônio em sua cola, que conseguiu numa jogada de  um contra um, desarmar o meia regatiano.

 O jogo foi piorando, equipes começaram a jogar da mesma forma, com jogadas previsíveis e uma transição muito lenta. Acaba o primeiro tempo, Oliveira faz uma substituição ousada: Marcos Antonio sai e Thiago Potiguar entra, Potiguar um meia ofensivo, Marcos Antônio um volante de contenção, Oliveira claramente quis dar poder de fogo ao CSA. 

 Douglas machucado sai e dá lugar novamente a Thales, que volta ao time titular. Soares volta e ajuda na contenção, segundo Oliveira: "Ele é um jogador que briga na área, ajudando na defesa" (Em coletiva pós jogo), mas Soares visivelmente não conseguiu fazer isso bem, em cobrança de falta, Diego explode a bola no travessão, Soares pega a sobre e na saída  entrega ao defensor regatiano que cruza novamente na área, tendo Dawhan que corrigir o erro.

Azulão e Galo ficam no 0x0 (foto: Alisson Frazão / Ascom CSA)


 Oliveira negou que deveria tirar Soares a princípio, alegando que o atacante ajudava na defesa, e que Cleyton ou Vanger eram pequenos demais para tal função (Soares é muito maior que ambos?), Soares defensivamente não foi bem de forma alguma hoje, e não foi sacado, segundo Oliveira, poderia o ser se não tivesse que substituir Douglas. 

 Claramente Soares não fazendo bem a recomposição. O CSA começa a errar mais, no segundo tempo Rayro não marca Marcos Martins que chega frente a frente com Mota, que faz uma defesa absoluta.  No lance seguinte Diego novamente cruza na área e Clebinho aparece sozinho, Rayro falha novamente na sua marcação e o meia chuta e Mota defende com o pé, Danilo Pires pega o rebote e Mota pega novamente, foi o momento de mais perigo e o goleiro se agiganta. 

 Marcos Antônio fez falta, a defesa foi sobrecarregada e o CRB começou a ser incisivo no jogo. Mas em alguns momentos levou perigo ao gol do CRB, o grande problema se encontra em um Everton Heleno que mesmo que exista um companheiro livre ao lado, não toca, Soares aparecia livre aos 7' do segundo tempo e Heleno chuta pela rede do lado de fora, Soares aponta para si mesmo sinalizando ao volante que estava ali. 

 Preocupante. 

 Jacó marcou um gol, que Juliano desistiu do lance e que a bandeirinha sinalizou impedimento, vendo o VT, vê-se que o gol não seria irregular, Jacó não se encontrava impedido. Errou a bandeirinha. Daniel Costa sai não muito feliz com a substituição e dá lugar a Didira, que em determinado momento chega com Potiguar, que mesmo com Didira livre, chuta a bola, mais uma vez a individualidade se sobressai e o gol não sai. 

 CRB e CSA estão com elencos limitados, típico de elencos que brigam apenas pelo campeonato estadual, mas Oliveira precisa urgentemente corrigir o individualismo dos jogadores que vem prejudicando o CSA, que só não tomou gols, pela atuação brilhante do goleiro Mota, que fez espetaculares defesas. 

 Um jogo em que o resultado não importava tanto, e sem torcida, naturalmente seria sem emoção, mas o jogo não foi nada bom de se assistir, a única coisa boa que vimos nesse jogo é que Mota cresceu nesse clássico, fez lindas defesas, e se o goleiro já tinha créditos com a torcida, agora tem muito mais. 

 Esperemos para ver a atuação em um jogo que vale realmente classificação, e vamos ver como será o comportamento do time. Nem CSA nem CRB contratarão mais jogadores para o alagoano, esses serão os times, com mudanças apenas na formação e na escalação. Então, na igualdade das suas desigualdades, o CSA e o CRB não tem vantagens ou desvantagens, agora o jogo será apenas nas quatro linhas,

 Nota do blog a partida: 5,0 (faltou técnica, faltou acerto e sobraram erros e individualismo)
 O melhor da partida: Mota (salvou o CSA de ter sido vazado no segundo tempo fazendo defesas impressionantes)

 O CSA foi a campo com: Mota, Celsinho, Leandro, Douglas (Thales), Rayro, Dawhan, Marcos Antonio (T. Potiguar), Everton Heleno, Daniel Costa (Didira), Soares e Jacó.

 O CRB foi a campo com: Juliano, Diego, Boaventura, Gabriel, Marcos Martins, Adriano, Yuri (Jocinei), Danilo Pires, Chico, Mailson (Clebinho) e Elias (Neto Baiano).

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