O artilheiro do campeonato alagoano é um volante, o vice-artilheiro é um meia. Centroavantes têm de 1 a 2 gols, apenas.
Antes peças fundamentais, hoje, meras opções: Grandes, brigadores e forte presença de área: O Centroavante foi por anos o protagonista no Brasil, o cara que decide, recebe o último passe e coloca um ponto final, o chamado matador, era a febre do Brasil nos anos 80 até o final dos anos 90 e início dos anos 2000, após o início da famosa "Era Messi e Guardiola", o centroavante começou uma difícil caminhada até acabar quase esquecido, hoje quase inutilizado ou tendo papel muito reduzido.
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| Daniel Cruz: Um "9" castigado pela modernidade (foto: Alisson Frazão / Ascom CSA) |
"O 9 é uma opção, pode jogar com ele, ou sem ele." - Disse Oliveira Canindé no início do ano.
Nos anos 90, vimos pelo menos dois jogadores diferenciados no Brasil, que elevaram o status da camisa 9, goleando e se tornando verdadeiras lendas, são eles: Romário e Ronaldo, duas peças que levantaram a taça da copa e decidiram inúmeros jogos, e isso nos faz buscar sempre uma referência na área.
Nos anos 90, vimos pelo menos dois jogadores diferenciados no Brasil, que elevaram o status da camisa 9, goleando e se tornando verdadeiras lendas, são eles: Romário e Ronaldo, duas peças que levantaram a taça da copa e decidiram inúmeros jogos, e isso nos faz buscar sempre uma referência na área.
Quem decretou a quase extinção do camisa 9 foi Pep Guardiola, em sua grandiosa e revolucionária passagem pelo Barcelona de Messi, transformando Messi na famosa figura do Falso 9, se você quer saber mais sobre isso, veja a matéria que falamos especialmente sobre esse recurso aqui. O argentino é a principal referência do recurso.
Para a maioria dos técnicos que tem Guardiola como principal referência, o camisa 9 clássico não representa um homem que decide, mas um homem a menos, e porque? Bom, para entender isso, você precisa entender que para o futebol moderno, um atacante não pode ser uma referência sem mobilidade, um atacante parado. Isso rendeu a Fred o apelido de cone, na copa do mundo no Brasil em 2014.
Fred é um exemplo de centroavante fixo, o homem que precisa que um arquiteto faça a bola chegar nele, e aí sim, ser decisivo e balançar as redes, por muitos anos Fred se tornou artilheiro dessa forma, e por muitos anos isso funcionou e funciona, mas o futebol moderno está impedindo que o atacante seja fixo, exigindo que como todos os outros, seja intenso o jogo todo.
Talvez em jogos mais simples esses jogadores consigam fazer bem seus papéis, mas em jogos técnicos, que exigem mentalidade, agilidade, jogar enquanto pensa e pensar enquanto joga, muitos desses jogadores que só recebem e finalizam não conseguem sequer chegar próximo a meta do goleiro adversário.
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| Bauza monta Argentina num 4-4-2 sem Centroavante |
Gabriel Jesus quando jogava no palmeiras em 2016, não fazia o papel de centroavante fixo, mas flutuava, fazendo a diagonal e flechando pelas pontas, assim como Diego Costa. O futebol evoluiu. Ter um jogador parado na frente, para técnicos como Oliveira Canindé, não é algo bom. Mesmo grande, um atacante deve ter mobilidade para marcar saída de bola e realizar trocas de posições com os companheiros, abrir espaços e puxar marcadores, entre outras coisas.
Daniel Cruz e Giancarlo não tinha como dar certo assim. Zé Carlos talvez também não. Tínhamos em 2016 Rafael Oliveira, que fazia a função do 9 com mobilidade, e conseguia executar isso com louvor, mas ainda é um dos poucos que sobrevive, tendo que sair da área sempre pra recompor, como faz no Botafogo - PB.
Daniel Cruz principalmente foi castigado, exigia-se a saída dele o tempo todo da área, sem ficar como centroavante, mas aberto pela ponta direita, não conseguiu jogar, foi queimado pela própria limitação no esquema imposto. Alex Henrique vinha fazendo a função de referência como um falso 9, Daniel falhou e pagou o preço.
Os times sem o camisa 9 preferem jogar com atacantes sem posição fixa, bastante movimentação e ocupação dos espaços no tempo certo da oportunidade de finalizar a gol. A movimentação é a razão maior pela qual os técnicos tem preferido jogar sem centroavante.
Também tem o retorno pra ajudar compor a marcação no meio campo quando o time está sem a posse da redonda. O centroavante tem um esteriótipo de ser grande, e pesado, sem jeito pra marcação correta, mais presente na área do time adversário, sendo ali a sua posição fixa. Oliveira não gosta de jogadores que não fazem funções diversas.
Temos casos em que existem times que ainda insistem nesses jogadores, mas já não tem tanto sucesso como a anos, Neto Baiano, do rival, é caso clássico de jogador em decadência, destruído pelo esquema tático, que pode decidir uma final como o fez, mas que ao longo da carreira só vai se desgastando. Assim como Luís Fabiano, que chegou ao Vasco e sequer conseguiu fazer um gol.
Existem clubes que tem tais jogadores para segundo tempo, como o Santos, Rodrigão tem presença de área, tem corpo, é trombador, mas não tem o poder de recomposição de Ricardo Oliveira, não fazendo essa função, se torna um a menos no time, sendo bastante criticado, tanto pela torcida, quanto pelos comentaristas esportivos pela falta de mobilidade, entrando apenas no segundo tempo.
Reinaldo Alagoano conseguiu no ASA seus feitos, mas já não se firma mais em clubes maiores, mas tem seu espaço com técnicos à moda antiga, que ainda usam o homem referência com frequência, mas cada vez menos com a evolução do futebol.
Meias e volantes são agora altamente versáteis, se tornando cada dia mais artilheiros, Neymar, Coutinho, Hazard, Cristiano Ronaldo, Messi, grandes artilheiros, longe de serem centroavantes, os antigos camisas 9.
Será que um dia iremos acordar e o futebol moderno terá destruído os clássicos camisas 9?


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