Reinaldo Alagoano, Rafael Oliveira, Marcelo Nicácio e Obina: No CSA a pressão que não é pra qualquer um
Depois da noite de ontem, os azulinos se entristeceram ao ver Leandro Kível fazendo um golaço contra o CRB, fazendo o Asa sair vitorioso do clássico na noite desta terça-feira. Torcedores azulinos lamentaram que Kível não tenha vindo para o CSA.
Porém falar se daria certo ou não é complicado, o CSA tem um problema principalmente com a camisa 9, dificilmente os artilheiros conseguem desenvolver um bom futebol no CSA como foram em várias outras equipes, mas uma série de fatores atrapalham essa caminhada.
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Para ser o dono da camisa 9 do azulão do Mutange precisa ter uma grande personalidade, ter um futebol não apenas bom, mas também precisa ter uma cabeça muito boa, a pressão no CSA é diferente de muitos clubes por aí, principalmente clubes de torcidas menores, ou até mesmo maiores, mas que não tem a cobrança que existe no CSA.
Reinaldo Alagoano chegou ao CSA com a promessa de ser um goleador em 2015, já havia tido boas atuações no ASA, Santa Rita, chegou a marcar vários gols pelo CSA, cerca de 5, mas longe de ser decisivo, em 2016 voltou para o ASA onde fez uma bela campanha e os azulinos ficaram sem entender como poderia ser o mesmo homem que jogou dois anos antes um futebol tão abaixo daquilo.
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| Reinaldo Marcou 5 vezes pelo CSA (Foto: Ailton Cruz/ Gazeta de Alagoas) |
Um ano depois, Rafael Oliveira chegou como promessa ao CSA como um homem gol, para a maioria dos azulinos, um goleador, um camisa 9. Nem bem chegou ao CSA, teve uma lesão que o deixou fora de muitas partidas do campeonato alagoano. Ao voltar, conseguiu fazer bons gols e um dos gols do acesso à série D, mas na final não conseguiu jogar um bom futebol e ser decisivo, em 2017 está no Botafogo da PB, e já superou a quantidade de gols pelo CSA em menos partidas, no azulão atuou em 11 partidas marcando 4 gols, no Botafogo atuou em 8 partidas marcando 6 gols, é o artilheiro do Paraibano.
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| Desempenho abaixo do esperado: Rafael Oliveira marcou 4 vezes pelo CSA (Foto: Thiago Davino / minutos Esportes) |
Jonatas Obina sem dúvidas foi de grande importância para o CSA em 2016, foi líder em assistências e sabia fazer bem o pivô, sendo o garçom de Cleyton na série D 2016, porém, Obina já foi artilheiro em outros clubes menores, como o Rio Preto, onde passou antes do CSA, marcando 11 gols e sendo o vice-artilheiro da competição, embora tenha sido destaque por seus gols lá, no CSA não conseguiu ser decisivo no quesito finalização, e perdeu um gol na final contra o Volta Redonda, deixando grande parte da torcida furiosa.
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| Obina marcou 4 vezes para o CSA em 16 jogos (Foto: Ailton Cruz/ Gazeta de Alagoas) |
Obina tinha em seu banco um nome forte. Marcelo Nicácio nunca foi nome pra ser tratado de brincadeira, o atacante já foi até da seleção brasileira no pan americano de 2003, sendo medalha de prata, tendo grandes atuações com muitos clubes, incluindo Fortaleza, Bahia, Paysandu e CRB, e foi mais de uma vez artilheiro de diversas competições. No CSA teve poucas chances, lesões atrapalharam o atacante, e na final pouco pôde fazer, embora tenha atuado bem quando entrou, estava longe de ser o decisivo atacante que um dia foi.
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| Poucas chances e muitas lesões, Nicácio marcou 3 vezes pelo CSA (Foto: Ailton Cruz/ Gazeta de Alagoas) |
O que une os quatro atacantes? A atuação abaixo do esperado no CSA, não vimos há anos no CSA um centroavante ou atacante realmente decisivo, a atuação atípica pode não estar no atleta, mas no peso que a camisa representa. Talvez já tenham atuado em clubes até maiores, porém com uma torcida que não cobre tanto como a do CSA.
Cobranças, torcida que comparece em peso, poder de cobrança forte, a necessidade da conquista de um título, podem fazer muitos atacantes e jogadores que foram bem em outros clubes, jogarem muito abaixo da média no CSA, provocando na torcida um desgosto por centroavantes, tendo que assistir os mesmos atuando bem em outros clubes.
Talvez Leandro Kível no CSA, se tornasse mais um destes, isso, não saberemos, pelo menos não por enquanto.
A música realmente diz uma verdade: Tem que ser homem pra jogar no azulão.





rhum o peso da camisa!
ResponderExcluirpq everaldo se Destacou o melhor até agr de 2013 pra cá