Oliveira Canindé troca ataque: Jeferson falha, mas garante empate


 O CSA começou o jogo melhor, não abriu o placar por pouco, Everton Heleno chutou um foguete nos primeiros minutos, o Murici começou no meio do primeiro tempo a gostar do jogo, o CSA veio até com garra, Leandro Souza fez uma grande partida, mas o problema do CSA não está tão atrás, novamente, mesmo com outros atacantes, o CSA peca nos mesmos erros.

 Cleyton recebeu de Marcos Antônio uma assistência perfeita, Cleyton chuta tão mal que a bola sequer chega a sair e acaba perto do corner, o CSA desperdiça uma das melhores oportunidades no primeiro tempo, o CSA jogava num 4-1-4-1, com Jacó à frente, isolado, dificilmente conseguia tocar na bola. No meio faltava organização, o que dificultava a ocupação do CSA no meio de campo. 

 Cleyton, que vinha jogando no lado mais frágil do Murici, onde Patrick, que sequer é lateral, estava perdido na sua marcação, improvisado, e o que impressiona é ninguém perceber isso. Porém numa estranha falha, segurou o meia pela camisa e o derrubou na área, pênalti infantil, Heleno converteu facilmente, para o intervalo seguiu com o CSA com o marcador aberto, o Murici zerado.

 Mota, que fazia até então uma boa partida, se viu tendo que trocar de lugar com Jeferson, sentiu o tornozelo e saiu lesionado, Jeferson que mais parecia predestinado a assumir a camisa um, o velho goleiro azulino vestiu as luvas e entrou no lugar de Mota para a segunda etapa, primeira bola aérea: Jeferson sai mal, inseguro, Sinval toca para o gol sem goleiro.

 Jeferson falhou. Novamente. O torcedor sente a insegurança de Jeferson, que mesmo sendo decisivo no empate, e conseguindo manter mais defesas do que gols sofridos, em defesas difíceis, não escapou de ser alvo das críticas, e se adiantou na entrevista: "Eu admito, errei. Entrei um pouco desligado na partida e terminei falhando, mas tenho plenas condições de provar para todo mundo que tenho plenas condições de vestir essa camisa. O que fiz aqui ao longo desse quatro, cinco seis anos comprova que estou pronto"

 O primeiro passo para conseguir corrigir o erro é admitir que ele existe, parabéns ao Jeferson pelo reconhecimento do próprio erro. Dependendo da ótica do torcedor, ele sacramentou um ponto para o CSA, ou tirou dois.

 O Murici sacava sua arma, Katê, ex-CSA entrou no campo, e deu trabalho. O CSA já não conseguia chegar com perigo, Didira, que entrou no lugar de Marcos Antônio, não conseguia ultrapassar, não se infiltrava, talvez pela má qualidade do campo, Didira longe de ser o Didira mais técnico que conhecemos, jogava com vontade, mas o jogo não ajudava.

 O jogo se tornou lento, uma grama alta, campo ruim, o CSA não conseguia trocar bons passes, Daniel Costa entra e dá qualidade a bola parada, algo bom, o CSA conseguiu melhorar sua qualidade e nos minutos finais demonstrou um pouco disso, aos 33' do segundo tempo, numa bola disputada por Jacó, Didira perde o pique e dá de calcanhar ao Daniel Costa, que é travado por Sinval, que salvou o Murici de tomar o gol que iria sacramentar a vitória do CSA.

 Novamente Heleno num canhão que pegou no rebote, colocava uma bola no travessão, por pouco não conseguiu ampliar para o CSA e trazer na bagagem mais dois pontos, uma pena, mas é isso mesmo, só marca o gol, quem tenta.

CSA e Murici fazem jogo equilibrado e ficam no 1x1 (Foto: Alisson Frazão/Ascom CSA)
 Katê nos minutos finais entra livre, servido por Alexandre e Jeferson faz linda defesa, conseguindo pelo menos segurar o empate. A disputa no CSA está muito equilibrada em uma defesa que tomou inúmeros gols e um ataque que não consegue marcar, mesmo nas partidas em que vence, o CSA vem se mostrando um time muito frágil tecnicamente, talvez tenha sido a grama, o campo, não sei. 

 Mas no clássico, próximo compromisso, a questão é outra, é complicado, é jogo contra uma equipe mais técnica e precisa que Oliveira reorganize novamente esse time, que mesmo saindo com um precioso ponto contra o único time que não venceu na competição, precisa muito melhorar, principalmente do meio pra frente. 

 Outra dificuldade que Oliveira enfrenta é o tempo: O clássico das multidões (sem multidão) está marcado para domingo, apenas dois dias a contar de hoje, sinceramente, para o CSA pensar em vencer o clássico, terá que começar a mostrar mais futebol, o torcedor dificilmente engolirá mais uma derrota num clássico, a confiança no time não está nas alturas.

 Nota do Blog a partida: 6,0 (valeu um ponto, mas muitas dificuldades, finalizações ruins e imprecisão fizeram o ataque do CSA morrer no jogo, em contrapartida a zaga e Dawhan na volância fizeram um jogo tecnicamente bom, como Marcos Antônio. Média, defesa funciona melhor que o ataque e o meio, o CSA peca muito também na finalização.)

 O melhor da partida: Leandro Souza (mostrou que pode voltar a ser o mesmo Leandro de sempre, passou segurança, se não fosse a falha de Jeferson, talvez o sistema defensivo conseguisse manter o azulão na vantagem.) menção honrosa ao jovem Dawhan, que na sequencia que entrou, fez mais uma boa partida, mesmo pequenino, vence no alto homens maiores.

O CSA foi a campo com: Mota (Jeferson), Celsinho, Leandro Souza, Douglas, Dawhan, Rayro, Cleyton (Daniel Costa), Everton Heleno, Jacó, Marcos Antônio (Didira), Thiago Potiguar.

 O Murici foi a campo com: Dias, Paulo Sérgio, Sinval, Edson Veneno, Edvaldo, Patrick, Gueba,  Júnior Murici (Katê), Alexandre, Deizinho (Bruno), Tarcísio (Paulo Victor).

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