Um jogo para os reservas. O CSA entrou em campo contra um CEO mordido, o time de Olho d'água veio de uma vitória e tentou igualar as forças com o CSA na rodada para tentar sua reabilitação, porém encontrou reservas cheios de ânimo, um time composto principalmente de garotos, e por sinal, muito bons a nível do estadual.
O CEO demonstrou ser um adversário "chato", o Coruripe não representou tanto perigo quanto o time de Olho d'água, que no segundo tempo veio para o tudo ou nada e partiu para cima do CSA como se não houvesse amanhã.
Ainda no primeiro tempo, o CSA martelou várias vezes o CEO, tendo oportunidades claras de gol, Geovani fez uma partidaça, organizou o meio e até fez um golaço, mas que não valeu. Jacó era o homem referência, num esquema que Oliveira Canindé dificilmente usa. Um homem referência, meia clássico e pontas. Heleno saindo e Dawhan preso, além dos laterais e zagueiros costumeiros.
O esquema funcionou perfeitamente no primeiro tempo e o CSA dominou o CEO, numa jogada individual, Cleyton, tendo uma vertigem do Cleyton de 2016, cruzou na área e Jeam chuta cruzado, pega o rebote e a zaga corta novamente, e com toda a presença de área de um centroavante nato, Jacó mandou para o fundo das redes, Jacó é nome pesado para a nação azulina.
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| Jacó fez seu primeiro gol com a camisa azulina (foto: Alisson Frazão / Ascom CSA) |
Após o gol o CSA tirou o pé do acelerador, já no segundo tempo Oliveira tira Geovani (provavelmente o poupando), e coloca Kelvin, a substituição foi ousada e permitiu que o CEO comandasse o meio de campo, e começou com isso, a crescer no jogo, mas alguns momentos de lucidez do CSA apareciam, Cassiano cruza e Heleno cabeceia sobre o goleiro, defesa difícil de Diogo.
Com o crescimento do CEO, o sistema defensivo do CSA começou a ser pressionado, mas destaque para Dawhan, que mesmo pequeno, vencia bolas difíceis contra os jogadores do time de Olho D'água. Vencendo tanto no chão como na bola aérea.
O CEO após os 30 minutos começou a martelar o CSA, e poderia ter feito facilmente 3 gols, mas Mota parecia uma verdadeira muralha embaixo das traves azulinas, aos 37' do segundo tempo, Mota pegou uma bola dificílima, aos 42', Marcos Bahia chutou uma bola no ângulo direito, inútil, Mota fez mais uma linda defesa, aos 45' novamente o CEO chegou e Mister chutou com força e Mota mais uma vez defendia.
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| Mota salvou o CSA de sofrer empate e virada no Gérson Amaral (foto: Alisson Frazão / Ascom CSA) |
Mota demonstrou muita segurança e pode colocar Jeferson no banco, o arqueiro mostrou que segura a pressão e que Jeferson pode sim perder a titularidade se continuar atuando abaixo da média. Luís Ricardo não rendeu o esperado e o CSA perdeu muito do ataque com a saída de Jacó no segundo tempo.
O CSA venceu, poderia ter ampliado e ter tranquilizado o jogo, mas valeu os três pontos e Oliveira comprova a tese do feijão com arroz, um centroavante 9 e um meia 10 deram o resultado esperado e demonstram que Alex Henrique de falso 9 pode ser mais um obstáculo do que um caminho. O CSA se tranquiliza no alagoano e encara o Murici na quinta-feira (16) no José Gomes da Costa.
Nota do Blog a partida: 8,5 (poderia ter ampliado e jogado mais tranquilamente, mas valeu os três pontos)
O Melhor em campo: Mota (salvou o CSA de sofrer gols e consequentemente perder os três pontos, goleiro azulino fez uma estreia com o pé direito), menção honrosa a Jacó, que fez o gol da vitória do azulão, mas poderia ter feito o segundo no segundo tempo, desperdiçou e consequentemente permitiu que o CEO crescesse na partida, a responsabilidade do placar ficou com Mota, por isso eleito o melhor em campo.
O CSA foi a campo com: Mota; Denílson, Matheus, Thales e Rayro; Dawhan, Everton Heleno, Cleyton e Geovani (Kelvin); Jacó (Luís Ricardo) e Jeam (Cassiano).
O CEO foi a campo com: Diogo; Cruz (André), Wagner, Hugo e Jan; Mister, Cristiano, Jefinho e João Grilo (Polinho); William e Marcos Bahia.


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