A noite não foi das melhores. Para alguns, seria natural a derrota para o Sport, mas não por um placar tão elástico. O primeiro tempo foi de forças iguais, o CSA conseguiu igualar-se ao Sport e chegou ao gol de empate, mas ao sofrer o segundo gol, tudo começou a desandar e o padrão de jogo sumiu de uma hora para outra, parecia que o CSA que voltava do vestiário não era mais o competitivo time do primeiro tempo.
Se ainda existe um padrão de jogo no CSA, dificilmente um bom entendedor de futebol o encontra do meio para frente. O meio para trás do CSA consegue ter uma forma e trabalhar a bola, mas o ataque do CSA inexiste, não tem forma.
O CSA se mostra competitivo, na raça, mas na técnica não consegue mostrar nenhum ataque promissor, o único jogo que o CSA conseguiu mostrar isso, foi contra o ABC, principalmente quando Daniel Cruz deixa de ser um ponta pra ser um homem centralizado, dando a vaga da ponta a Soares.
Daniel Cruz não consegue trabalhar bem como ponta, e mesmo que ele mesmo o diga, suas melhores atuações foram quando foi centralizado, um homem que não rende bem como centroavante, dificilmente renderá como ponta.
Daniel Cruz não consegue trabalhar bem como ponta, e mesmo que ele mesmo o diga, suas melhores atuações foram quando foi centralizado, um homem que não rende bem como centroavante, dificilmente renderá como ponta.
Quando se precisa vencer, dificilmente se entra no jogo com três volantes, sem organização no meio, o azulão foi com uma formação defensiva boa, e numa bobagem de Everton Heleno, que cortou mal a bola, ela sobrou nos pés de quem não poderia, Rithely abria o placar num golaço, o Sport mostrava a todo momento que tinha um ataque.
O gol de empate foi irregular, Alex Henrique empatava o jogo depois da batida de falta Heleno e defesa de Magrão, mais uma vez um gol sem bola trabalhada, na raça individual.
As laterais são corrigidas, o Sport tem dificuldade de infiltração e as laterais são completamente dominadas pelo CSA, mas quando vieram as substituições do segundo tempo, Marcos Antonio fica sozinho como volante e o meio fica totalmente desprotegido, o CSA tomava mais 3 gols e o torcedor levava as mãos a cabeça, frustrado.
A exposição vinha da necessidade de gols, o CSA tinha que partir para cima, e acabou sofrendo muito por isso, Jeferson numa noite inspirada salvou o CSA do que poderia ser uma goleada ainda pior. O Azulão mostra que contra times melhores qualificados apresenta uma grande fragilidade, principalmente no setor ofensivo.
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| foto: Thiago Davino – Minuto Esportes |
Notem que os gols do CSA não tem bola trabalhada em 2017, tudo está dependendo da raça e da vontade individual dos atletas, os jogos que o CSA venceu, todos os gols foram de forma individual, contra o Murici foram dois gols na raça, Everton Heleno de pênalti, e Geovani numa falha grotesca do goleiro do Murici.
Novamente o CSA encarava o Sete de setembro e as falhas se repetiam, o único gol trabalhado foi com Didira servindo Daniel Cruz que recebeu livre e chutou no canto baixo do goleiro, depois do empate do Sete, novamente na raça, Everton Heleno fazia o gol numa falha defensiva depois do escanteio e marcava novamente de pênalti, nada trabalhado.
Contra o Coruripe não tem o que se dizer, todos reservas, não poderia haver nada do meio pra frente que fosse realmente bem trabalhado, num cruzamento de Rafinha, Celsinho recebe e bate de primeira, o sistema defensivo funciona muito bem, mas o ataque continua inexistindo.
Contra o CRB o problema insiste e só ao tomar dois gols, o CSA conseguiu fazer um, com Potiguar driblando o lateral e o goleiro e tocando apenas para Alex Henrique empurrar para o fundo das redes, é difícil entender.
Oliveira Canindé é um bom técnico e mostra que pode corrigir vários dos problemas que vem afetando o CSA, mas é pressionado pela segunda derrota seguida, por um placar elástico. O azulão precisa urgentemente corrigir seus erros se quiser se manter vivo nas competições, o teste final será contra o Itabaiana domingo, se perder, sua situação será lamentavelmente complicada e praticamente dá adeus a classificação.
O Torcedor abraçou o projeto e acredita no potencial do time e do técnico, mas precisa urgentemente ser respondido, precisa ver o CSA voltar a brilhar. O CSA precisa de títulos, mas só vencerá algum título se começar a ter forma, a jogar de verdade, a copa do Brasil e a copa do Nordeste são os indicadores que há algo deficiente no time, diferente do campeonato alagoano, composto principalmente por times amadores.
No mais, fico com a análise de Marlon Araújo, que disse muito do que a maioria dos torcedores viram na noite de ontem leia mais se desejar: Análise de Marlon Araújo.

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