Alex Henrique: Em posição diferente mostra que pode vir a desempenhar melhor futebol


 Não é de hoje que o meia Alex Henrique é cornetado pela torcida azulina. O meia no esquema de Oliveira Canindé vem de atuações muito abaixo do habitual e conseguiu perder dois gols nítidos contra o Itabaiana. Uma vez pifado por Daniel Cruz centralizado, que ajeitou de cabeça para Alex, que invadiu a área e chutou para defesa do goleiro. A segunda sendo descoberto pela esquerda por Didira, invadiu a área e livre, chutou em cima do goleiro. 

 Alex fez dois gols com a camisa do azulão, contra o Sport e contra o CRB, dois gols onde a bola ficou limpa, e inacreditavelmente o meia quase perde os dois gols. Após torrar a paciência da torcida azulina, Alex foi inúmeras vezes vaiado e saiu de campo de cabeça baixa, longe do meia que um dia atuou no Asa de Arapiraca.

 Porém é preciso entender duas coisas: A primeira é que Alex Henrique é um meia, não um atacante, quando o esquema favorece, o futebol de Alex Henrique cresce, como pôde ser visto no clássico, quando Alex se infiltra pela direita e cruza quase perfeito para Jacó, que testa para fora. Numa posição que conhece melhor, precisou de uma jogada para mostrar que ainda existe futebol em seus pés. 

Alex Henrique (foto: Alisson Frazão / Ascom CSA)
 Isso não foi visto apenas contra o CRB, mas contra o Itabaiana e contra o ABC também, quando Oliveira Canindé colocou Jacó como centroavante contra o Itabaiana, e novamente puxou Alex Henrique para a ponta ou meia-direita, vimos consideravelmente uma melhora em seu futebol, que pifou tanto Jeam, quanto Jacó mais de uma vez. Além de contra o ABC ter conseguido desempenhar um bom futebol, caindo pela esquerda, Soares pela direita e Daniel Cruz centralizado. 

 Oliveira já deve ter percebido o equívoco de Alex Henrique como falso 9: Um meia. Alex Henrique não é atacante de área, é um jogador com mobilidade fora da área, percebam que a maioria de seus gols pelo Asa não advieram de jogadas onde ele estava na área, mas ao contrário, normalmente seus gols aconteciam de fora para dentro.

 A segunda coisa que devemos observar é analisar o atleta em seus clubes anteriores: Alex no Asa era um bom meia, conseguia bons passes e fazia boas assistências, e quando lhe aparecia a oportunidade fazia gols, diferentemente do que acontece com o CSA, onde no esquema anterior Alex era obrigado a ser o atacante de área. 

 Sem a devida noção, Alex terminava num triângulo invertido, tinha bons passes, mas se mantinha atrás, o que era um problema para os pontas, que não achavam um homem referência para cruzar na área. 

 Quando Daniel Cruz era centralizado, Alex caía pela esquerda e aí sim o futebol fluía, como fluiu contra o ABC, como fluiu contra o primeiro tempo contra o Itabaiana. O torcedor precisa ter paciência para que Oliveira Canindé enxergue quem melhor se encaixa, Alex Henrique foi bem abaixo do esperado sim, porém, fora de sua função de ofício.

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