Talvez esse fosse o jogo para os reservas. O time titular ao que parecia, não acreditava que tivesse capacidade de empatar ou mesmo perder para o Sete, talvez se fossem os reservas ali na tarde de ontem, o CSA saísse com um placar mais elástico e uma vitória tranquila, talvez.
O mando de campo até foi do sete, mas no Rei Pelé só haviam torcedores azulinos. Porém, isso não facilitou as coisas para o CSA na tarde de ontem (30). O Sete de setembro se mostrou frágil e logo aos quatro minutos, ao receber uma assistência de Didira, Daniel Cruz abriu o marcador em 0x1 para o CSA.
O mando de campo até foi do sete, mas no Rei Pelé só haviam torcedores azulinos. Porém, isso não facilitou as coisas para o CSA na tarde de ontem (30). O Sete de setembro se mostrou frágil e logo aos quatro minutos, ao receber uma assistência de Didira, Daniel Cruz abriu o marcador em 0x1 para o CSA.
O problema começou daí, quem acompanha e entende de futebol sabe que esse esporte não atura desaforos, e o CSA cometeu um erro grave: Subestimou a capacidade de reação do Sete, que até então não chegava a meta do goleiro Jeferson.
A partir daí o CSA dominava as ações, mas jogava como um amistoso num placar magro e perigoso. Cleyton recebe bola pela direita, corta do zagueiro e limpa, mas novamente volta para dar outro corte no zagueiro, que se recupera e afasta o perigo. Daniel Cruz recebe pela esquerda e enche o pé mandando para fora, tentativas de chapéus e canetas marcaram todo o primeiro tempo, onde o CSA dominava, mas não queria fazer qualquer gol, queria estufar as redes.
Numa cobrança de escanteio e num bate rebate, Jeferson socou uma bola (que poderia ter encaixado facilmente), a bola viajou até a lateral direita do Sete, Fernando Sá fez a assistência e numa falha obtusa da zaga e numa bola despretensiosa, o CSA tomava um gol do sete aos quatro do segundo tempo.
A partir do momento que tomou o gol, o azulão perdeu a tranquilidade, errava passes demais, já não chegava com facilidade a meta do Sete e era envolvido por contra ataques, já não havia tanto domínio, quase no fim do segundo tempo o desespero toma conta e pressionado e em meio a vaias, o CSA estava amargando um empate com sabor de derrota para um frágil Sete.
Aos 38 minutos, numa cobrança de escanteio no bate rebate, a bola sobrou para Everton Heleno, que empurrou para o fundo das redes e tranquilizava a nação azulina. Pouco depois disso, Didira sofre pênalti e novamente Heleno bate, fechando o placar em 3x1.
![]() |
| Oliveira Canindé, técnico do CSA (Foto: Ailton Cruz / Gazeta de Alagoas) |
Quem não gostou nada foi o treinador Oliveira Canindé, que em entrevista ao GE, citou que a equipe achou-se numa ilusão de que poderia fazer o gol a qualquer momento, e acabou quase pagando caro:
"Eu acredito que o jogo tinha tudo para ser fácil, chegamos com facilidade. Só que essa facilidade tira essa competitividade, tira a agressividade da equipe. Você acha que é fácil e a qualquer momento você pode fazer gol, e isso aí é uma ilusão. Se tivesse essa facilidade, você faria os gols e, no entanto, nós não fizemos. O adversário criou e fez um gol em um rebote que nós perdemos, mas serviu de alerta. Precisamos colocar os pés no chão, “sandalinha de dedo”, lutar e fazer com que as coisas aconteçam em cima da competitividade, da entrega, da busca constante pelo resultado." ¹
O técnico entende que nem o menor dos clubes pode ser subestimado e que o elenco azulino deve ter cuidado com os elogios, a partida foi a primeira desde que ficaram conhecidos nacionalmente pelo "Gol a la Barcelona" sobre o ABC de Natal na última quarta-feira, o que deve ter influenciado no comportamento em campo.
No mais o CSA conseguiu reverter, mas o susto valeu para colocar os pés no chão e entender que não existe adversário fácil, existem apenas adversários.
Nota do blog a partida: 6,5 (Valeu pelo placar, mas a partida foi muito abaixo do CSA que conhecemos.)
Melhor em campo: Everton Heleno (menção honrosa a Didira, porém Everton foi decisivo para o CSA sair vitorioso.)
O CSA entrou em campo com: Jeferson; Denilson, Leandro Souza, Douglas Marques (Thalles) e Rayro; Panda (Marcos Antônio), Everton Heleno, Didira, Cleyton e Daniel Cruz; Alex Henrique (Geovani).
O Sete entrou em campo com:Gustavo; Diogo, Baltazar, Casinha e Léo (Silva); Jonatha, Walasson (Everton Bala), Paulinho e Adriano; Fernando Sá e Jackson.
Gols do CSA: Daniel Cruz (4' 1T), Everton Heleno 2x (39' 2T) e (43' 2T)
Gol do Sete: Paulinho (4' 2T)
¹http://globoesporte.globo.com/al/futebol/times/csa/noticia/2017/01/apos-vitoria-caninde-cobra-atencao-no-csa-cuidado-com-os-elogios.html

Comentários
Postar um comentário