Porque a base não era utilizada? Entenda alguns pontos:


 Não é surpresa para ninguém que o clube marujo tem alguns sérios problemas com a base, revelando poucos atletas nos últimos anos, porém, ocorre que ao que parece, em 2016, o CSA começa a dar sinais de que já há joias sendo lapidadas nas bases, um pouco de ênfase nos garotos do sub-17.
 Sim, o sub-17 vem fazendo uma boa campanha em 2016, tentando novamente ser campeão alagoano, e conta um aproveitamento acima dos 60%, em 12 jogos, o azulão venceu 7, empatou 3 e perdeu apenas 2 vezes na competição. Interessantemente, o clube conta com um dos melhores ataques da competição, balançando as redes 34 vezes. 

(O sub-17 créditos na imagem)
 O clube sub-17 contou na última partida, contra o CRB com  Ayslan; Eric, Weverton Vitor, Davi e Ramon; Jean Batista, Angello Santos, João Victor e Elias; José Wanderson (Roosevelt) e Eduardo Victor (Ronaldo) além de claro, o Técnico: Peu. Destaque para o bom artilheiro do CSA na temporada, Elias, com 6 gols, e a pequena joia, o volante Jean Batista, conhecido por um estilo de jogo que lembra um pouco o do ex-CSA Jean Cléber, além de alguns outros bons jogadores treinados por Peu, que citou ao Globo esporte, que o time demonstra muita raça. Mesmo não tendo toda a estrutura de base do rival, o CSA rivalizou na última partida de igual pra igual, colocando bolas na trave e tendo chances reais de gol. 
(Jean Batista/Créditos na imagem)
 Em 2015 o CSA foi campeão nessa modalidade do campeonato alagoano, porém nenhuma joia foi aproveitada. Por que? Entenda o que acontece: 
 -No ano de 2016, o CSA disputava apenas o campeonato Alagoano e necessitava vencer pelo menos as semifinais, para garantir que teria um calendário neste ano, para a série D, o espaço para um garoto no meio de uma luta tão ferrenha e desesperada, seria inviável, não havia espaços para um jovem nesse meio. 
 -Complementando a ideia acima exposta, a série D é um campeonato que oferece muito perigo a quem disputa: Muitos mata-mata, o menor erro que seja, até mesmo de um atleta já consagrado, pode custar novamente o calendário anual, o CSA necessitava de atletas extremamente focados e prontos para disputar o campeonato mais difícil de se conseguir acesso, pela quantidade de mata mata.
 Sorim, Acácio e Romário foram emprestados ao Murici, para não perderem o ritmo e continuar na competição, porém como a prioridade naquele momento era vencer ou vencer com o CSA, os atletas provavelmente iriam ser bancos em toda a competição, Acácio seria banco de Rafinha e Rayro, Romário de Douglas e Leandro, Sorim, de Marcos Antonio, Panda e Jean Cléber, seria muito incoerente para a diretoria, manter esses atletas na temporada 2016, Cassiano, único mantido, não atutou em nenhum jogo.
 Já em 2017, a coisa muda um pouco de figura, o CSA jogará quatro competições, sendo o Alagoano uma boa chance para testar jovens, pelo fato principalmente do CSA ter um calendário muito cheio, necessitará de um elenco bastante grande, e nesse meio, poderá (não quer dizer que será, afinal não sabemos se realmente existe um jovem pronto, ou que todos os jovens sejam de fato do Azulão) ser utilizado alguém da base, para jogar o campeonato estadual, considerado a nível esportivo como uma competição mais fácil do que as demais que o CSA tem pela frente. 
 Esperamos que o CSA faça bom uso de suas pequenas joias, e saiba as utilizar nos momentos certos, assim como vimos como é no rival, que revelou nomes no próprio time e os vendeu bem, reutilizando seu lucro no clube, e alguns rendendo bons frutos até a presente data, o Azulão tem tudo para revelar bons atletas e principalmente, lapidar atletas que já são bons, para que possam brilha com a camisa azul e branca, afinal, nascer, viver e no azulão crescer, é um orgulho que nem todos podem ter, Jacozinho é a prova viva disso. Saudações azulinas. 

(O time completo do sub-17/créditos na imagem)

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