Esbarrando nas limitações: Vamos parar de jogar sal na ferida


 O ano de 2016 foi com relação a títulos para ser esquecido, vice-estadual e vice-brasileiro, qualquer outro time teria todas as razões do mundo para lamentar a perda desse título, porém temos uma diferença exacerbante para quase todos os outros times dessa competição: A falta de estruturação de 2016, tínhamos no estadual um time diferente, com peças chaves e uma gama de bons jogadores, porém ao final deste estadual, estávamos na série D, considerada o fundo do poço para qualquer jogador que já tenha sentido o gostinho da série A, B ou até mesmo C.
 Ao estrear com uma derrota, o CSA se superou jogo após jogo, e mesmo com a mágoa do campeonato alagoano, o torcedor voltou aos estádios, a lógica era de que os paulistas e fluminenses fossem os preferidos a chegar ao tão sonhado acesso. Sim, e superação após superação, vimos nosso time crescer e conquistar um calendário incrível para 2017, que não víamos, há oito anos, pelo menos, naquele momento, o CSA renascia para o mundo.
 Quando foi conquistado o acesso, o CSA perdia naquele momento duas peças chave para continuar a caminhada, Cleyton e Douglas, e sentiu, assim como o Ituano sentiu a falta de sua dupla de zaga nos  jogos do acesso, fomos felizes por tê-los perdido após o acesso.

 Chegando na noite de 01/10/2016, numa goleada, o CSA perdeu sim, mas perdeu de cabeça erguida, sem seu goleiro titular, sem seu artilheiro, contra um time que apenas perdeu para os quatro grandes do Rio, jogando na casa destes, uma final de brasileiro, isso tudo no mesmo ano que o CSA conseguiu o calendário profissional.
(imagem:http://s.glbimg.com/)
 É pouco? para quem estava acostumado com o CSA de 1990, sim. Mas o problema está exatamente aí: O CSA parou no tempo, e perdeu anos de sua história sem chegar as quartas de final, quanto mais a uma final, é difícil entender que um time da grandeza do CSA esteve tantos anos sem absolutamente nada, mas é a realidade. 
 Um time sem atacante (J. Obina um 'falso' atacante no esquema Canindé), sem um meia de criação eficaz, laterais abaixo da média, (dos adversários), um goleiro numa fase absurdamente ruim e um time incapaz de conter o ímpeto ofensivo do Volta redonda, o time era limitado, temos que dar o braço a torcer, porém em 2017 a conversa será outra, o time pode contratar e se preparar melhor para títulos e decisões, a situação muda completamente de figura e aí sim, podemos melhor cobrar.
 Temos um calendário cheio, coisa que não víamos a anos, e agora podemos estar lado a lado com o crescimento do clube, e ajudar este a conseguir mais ainda em 2017, inclusive os tão sonhados títulos, que não vemos desde 2008, não deixem de apoiar por conta desta final, só tem chance de levantar uma taça, aqueles que conseguem chegar à disputá-la, então vamos parar de remoer e jogar sal na mágoa da falta de títulos e nos concentrar nos títulos que podem vir em 2017, quem sabe não sonhar com mais de uma coroa? 



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