Para alguns talvez, seja difícil não se lembrar do menino prodígio do campeonato alagoano, Luís Soares, o camisa 7 do Centro Sportivo Alagoano, era a sensação do campeonato, jovem, rápido, um perigo iminente dentro da pequena área. Soares foi por muito tempo, o xodó da torcida azul e branca, e ao iniciar uma série de gols, tornando-se o artilheiro do CSA até aquele momento, era difícil um torcedor azulino não gostar do garoto.
Por outro lado, tínhamos sua sombra, o tímido e discreto Cleyton, que entrava no time como banco do camisa 7. Um dos poucos jogos do campeonato alagoano, numa noite inspirada, com o time reserva contra o Santa Rita, Cleyton marcou dois gols, e deu o passe para Rafael Oliveira fazer o terceiro, e ali estava claro que Cleyton era mais que um reserva, um reserva "de luxo".
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| (Imagem: torcedores.com) |
Por que estou contando isso, e relembrando do já passado, Soares? Para demonstrar que por mais que a torcida sinta a falta de um jogador, como foi o caso de Soares, que a torcida o achava insubstituível, Cleyton não só deu conta do recado, mas foi mais decisivo que Soares no momento que o deveria ser, ambos tem seus méritos e são grandes jogadores, mas ninguém é insubstituível, e o CSA tem muita sorte com a camisa 7, tenho a certeza absoluta que quem substituir Cleyton, será tão bom quanto.
Ainda falando sobre atletas, essa facilidade da saída dos atletas pós acesso, se dá pelo fato dos contratos serem extremamente vantajosos para os atletas, uma vez que se negociar a série D é muito mais complicado do que se aparenta, e os contratos devem ser modelados para que o clube se adeque aos atletas, ao contrário das séries mais acima, quando o clube consegue impor melhor suas vontades, tenham a certeza que na série C, tudo se ajeitará no seu devido tempo.
Um grande obrigado a Cleyton, e que ele possa realizar seus objetivos profissionais, assim como ajudou o CSA a conquistar a tão sonhada classificação.

Muito bom texto, parabéns!
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