Empate sem gols: Dos males, o menor.



 Uma noite de nenhum gol, pela primeira vez nesse ano, o zero não saiu do placar no rei Pelé para o CSA. Uma noite que tinha tudo para que o Azulão saísse com a vantagem, não foi o que aconteceu, porém, como bem se vê no título, dos males o menor, que é o empate sem gols.
 Com o placar ainda zerado, a disputa continua em aberto, isto é, não tomando gol dentro de casa, o CSA permanece com uma pequena vantagem de, fora de casa, fazer um gol que vale por dois e resolver no Rio.

 O time foi guerreiro, foi pra cima, atacou, mas nem sempre é como pensamos, Kelvin, no lugar de Denílson, cansou logo no final do primeiro tempo, Obina, como um garçom dos melhores, não finalizou como queria e mandou no travessão, Didira em seguida perde um gol sem o goleiro, o time sentiu o peso da torcida na grande decisão.
 Azul, que vinha fazendo um bom jogo, ao ser pressionando num erro de passe, ao iniciar uma série de erros, começou a sentir o peso da camisa, abaixou a cabeça, evitou olhar a torcida, já não tinha mais a eficiência de duas jogadas anteriores, não era cansaço, era nervosismo, medo, frustração pelos erros que cometia e vaias e chios da torcida, da segunda divisão do pernambucano, provavelmente não havia visto na sua jovialidade, uma decisão dessas de tão perto.
 Aí está a vantagem de se levar decisões para fora, a torcida jogou junto com o time, mas nem isso tirou o nervosismo e a ansiedade do time, que praticamente em todas as finalizações, não teve a calma necessária para fazer a bola estufar as redes, e principalmente pela qualidade do arqueiro adversário, quase  impecável, Volta Redonda não está invicto a toa.
(imagem:Globoesporte.com)
 Torcedor, antes de criticar, lembre-se dos jogos do CSA fora neste mata-mata, especialmente dois: Ituano e Parnahyba, quando o CSA primorosamente venceu os adversários em seus domínios (com o placar zerado), na calma, na tranqüilidade dos estádios vazios, o torcedor tem que entender que toda decisão de título, não existe favorito, e que sempre serão disputadas até o fim, dentro ou fora de casa.


 O que não se pode é desdenhar um time que nos levou à série C, um técnico que nos deu tantas alegrias, cada jogador teve e tem sua importância e precisam agora mais do que nunca do nosso apoio, não podemos deixar de apoiar, o troféu é apenas a cereja do bolo, o bolo em si, foi todas as conquistas que conseguimos ao longo de 2016, vamos agradecer isso, e apoiar os 90 minutos da volta, muitos campeões, levantaram a taça em território adversário, nunca duvidem de nada.

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